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Quebras do volume produzido no sector da construção dão sinais de abrandamento

O índice da produção na construção recuou 14,1% em Janeiro, melhorando ligeiramente face ao mês anterior. O emprego e as remunerações no sector continuam a cair, mas com menos intensidade.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 12:04
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A construção começou 2014 como tem estado nos anos anteriores: a perder força. Contudo, as diminuições dos volumes produzidos no sector estão a ficar menos intensas.

 

O índice de produção na construção, que pretende mostrar a evolução do volume da produção no curto prazo, cedeu 14,1% em Janeiro comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. É o recuo menos expressivo em mais de um ano. Em Dezembro, a quebra homóloga havia sido de 14,6%. O índice tem perdido terreno nos últimos meses, nomeadamente desde Agosto, estando a afastar-se da diminuição de 18,7% que registou em Março passado.

 

De acordo com os números divulgados esta terça-feira, 11 de Março, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “este comportamento foi determinado pela evolução do segmento da construção de edifícios, que passou de uma variação homóloga de -14,6% para -13,5% em Janeiro, mais que compensando o recuo de 0,5 pontos percentuais do índice do segmento de engenharia civil, para uma variação homóloga de -14,9%”.

 

No que diz respeito ao emprego e às remunerações pagas a quem está no sector da construção, as quedas continuam a ser a realidade, embora também menos agravadas em Janeiro. No caso do emprego, o índice decresceu 10,1% em Janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, quando em Dezembro se tinha fixado em 11,9%. Já em relação às remunerações, o deslize foi de 9,1%, mais expressivo do que os 15,1% anteriores.

 

Em termos mensais, o índice de produção na construção caiu 1,3% em Janeiro, agravando-se face a Dezembro, onde a quebra tinha sido de 0,9%. No entanto, também aqui, as descidas no início do ano foram mais violentas.

 

Apesar dos sinais mais positivos, Portugal continua a apresentar as quedas mais ligeiras no volume produzido na construção em toda a União Europeia. A construção foi um dos sectores mais afectados pela crise da dívida que se vive em Portugal. Os bancos congelaram o crédito, o que impediu a realização de obras. O investimento público também foi travado, dado que o Estado ficou praticamente impossibilitado de assumir novos compromissos com a assinatura do memorando de entendimento, em Abril de 2011. Nos últimos meses, com os sinais de que a economia nacional está a recuperar, a construção tem vindo a abrandar a tendência de deterioração (que acabou por levar as construtoras a apostar na internacionalização). 

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