Construção SDC Investimentos com prejuízos superiores a 71 milhões de euros em 2015

SDC Investimentos com prejuízos superiores a 71 milhões de euros em 2015

Um litígio em Israel e imparidades imobiliárias prejudicaram as contas do grupo que detém 33,3% da Soares da Costa. Face a 2014, os prejuízos agravaram-se em 56,5 milhões de euros.
SDC Investimentos com prejuízos superiores a 71 milhões de euros em 2015
Cátia Barbosa/Negócios
Inês F. Alves 22 de abril de 2016 às 19:04

A SDC Investimentos, que detém um terço da Soares da Costa, registou prejuízos de 71,4 milhões de euros em 2015, informou a empresa esta sexta-feira, 22 de Abril.

Para este resultado contribuíram despesas não recorrentes de um litígio sobre uma empreitada em Israel (no valor de 32,6 milhões de euros), e imparidades imobiliárias (no valor de 33,9 milhões de euros).

Em causa está o investimento feito pelo consórcio MTS - Metropolitan Transportation Solutions (em que a SDC tem uma posição de 20%) no contrato de concessão do metro de Telavive e a "actualização do valor de mercado de activos imobiliários" na carteira da empresa, informou o grupo à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a 2 de Março.

Contas feitas, o resultado consolidado do grupo controlado por Manuel Fino e liderado por Castro Henriques (na foto) agravou-se em 56,5 milhões de euros face a 2014, ano em que os prejuízos da empresa fixaram-se nos 14,9 milhões de euros.

O volume total de negócios caiu para 6,7 milhões em 2015, dos 6,9 milhões no ano anterior.

O EBITDA (resultados antes de juros, amortizações, impostos e depreciações) foi de -4,9 milhões de euros (face a -3,8 milhões em 2014).

O resultado financeiro, informa a empresa, foi também negativo em 2015, fixando-se nos -3,6 milhões de euros.

Este valor incorpora um custo líquido de financiamento de -6,2 milhões de euros e beneficia de rendimentos e mais-valias resultantes da venda da Indaqua à Mota-Engil e Talanx, no valor de 3,2 milhões de euros.

A alienação da Indaqua, CPE e da SDC Hidroenergia 8C foram determinantes para a redução do endividamento líquido do grupo. A dívida líquida consolidada atingiu os 265,1 milhões de euros em 2015, menos 51,9 milhões de euros do que em 2014, ano em que esta se fixou nos 317 milhões de euros.




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