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Teixeira Duarte com prejuízos de 5,4 milhões no primeiro semestre

A Teixeira Duarte passou de lucros a prejuízos. A construtora registou no primeiro semestre uma queda de quase 25% dos proveitos e de mais de 43% do EBITDA. O mercado doméstico reforçou o peso no volume de negócios do grupo.

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 28 de Agosto de 2020 às 17:14
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A Teixeira Duarte registou no primeiro semestre deste ano um resultado líquido negativo de 5,4 milhões de euros, o que compara com lucros de cerca de 12,3 milhões de euros no mesmo período de 2019.

Em comunicado à CMVM, o grupo revela que os proveitos operacionais recuaram nos primeiros seis meses 24,9% para 367,7 milhões de euros, ao mesmo tempo que os custos diminuíram 21,5% para 323,5 milhões. O EBITDA registou um recuo de 43,3% para 44,2 milhões.

De acordo com o relatório intercalar de gestão, divulgado esta sexta-feira, o grupo atribui a queda dos proveitos à retração da economia afetada pela situação de pandemia, bem como à desvalorização das moedas angolana e brasileira, sublinhando que "numa análise global, pode-se concluir que a redução efetiva da atividade é de 13,7%, da qual mais de metade é resultante do decréscimo verificado na Argélia".

O volume de negócios atingiu 318,2 milhões de euros, menos 27,7% face a junho de 2019. Em Portugal a redução foi de 2,9%, enquanto os outros mercados diminuíram globalmente 35,6%.Dessa forma, os mercados externos, que representaram 75,7% deste indicador nos primeiros seis meses do ano passado, passaram a representar 67,4% do total do volume de negócios do grupo agora.

Por setores de atividade, o volume de negócios na construção caiu 38,1% nos primeiros seis meses deste ano, face ao período homólogo, tendo a descida no mercado doméstico sido da ordem dos 4,1% "resultante do menor desempenho no segundo trimestre, no qual a atividade já foi afetada pela situação pandémica", refere a Teixeira Duarte.

O mercado externo diminuiu, no global, 50,7% em relação aos primeiros seis meses de 2019, com decréscimos em Angola e na Argélia que, em conjunto, reduziram mais de 51 milhões de euros, tendo o grupo sentido ainda uma redução de 35% no Brasil, a qual foi influenciada pela desvalorização do real.


Assim, em junho o mercado interno passou a representar 42,1% do volume de negócios na construção, em vez dos 27,2% que representava no período homólogo de 2019.


A carteira de encomendas do grupo fixou-se em 1.261 milhões de euros.

O grupo registou quebras de atividade em todos os mercados onde está presente, à exceção de Espanha, e em todoos os segmentos de negócio, menos no imobiliário.

De acordo com os resultados apresentados esta sexta-feira, na área das concessões o recuo foi de 6%, na hotelaria de 40,2%, na distribuição de 36,6% e no automóvel de 53,5%. Pelo contrário, o volume de negócios do imobiliário cresceu 208,2% no primeiro semestre deste ano. 
 
Os resultados financeiros foram negativos em 18 milhões de euros, melhorando face aos registados no primeiro semestre de 2019, quando foram negativos em 35,4 milhões. Uma melhoria que justifica com "a capacidade que entidades do grupo em Angola tiveram para reduzir responsabilidades em divisas".

O grupo, que refere ainda ter aderido a moratórias, terminou o semestre com uma dívida financeira líquida de 714,2 milhões de euros, uma redução de 3,9 milhões.

O número médio de trabalhadores da Teixeira Duarte diminuiu 17,3%, face a dezembro, para 9.421.

(Notícia atualizada com mais informação)

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