Desporto Adidas termina parceria no atletismo devido a escândalo de "doping"

Adidas termina parceria no atletismo devido a escândalo de "doping"

A Adidas quer rescindir o contrato de patrocínio com a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) devido ao escândalo de corrupção e "doping" em que a organização está envolvida.
Adidas termina parceria no atletismo devido a escândalo de "doping"
Bloomberg
André Vinagre 25 de janeiro de 2016 às 13:24
A marca de artigos desportivos Adidas já informou à Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) a decisão de terminar o contrato de parceria com a organização que era válido até 2019. A associação vai perder mais de 30 milhões de dólares (27,7 milhões de euros), noticiou este domingo, 24 de Janeiro, a BBC.

 

A empresa alemã de artigos de desporto quer terminar o contrato quatro anos antes do previsto devido ao escândalo de corrupção que envolve a organização.

 

A estação britânica avançou que, em Novembro, a Adidas já tinha informado a IAAF que estava a considerar terminar a parceria, uma posição que concretizou na semana passada.

 

A decisão surge após um relatório compilado por uma comissão independente levada a cabo pela agência internacional "anti-doping" (WADA). O documento, divulgado no início de Novembro, confirmou a existência de "doping" dentro da federação da Rússia, bem como a ocultação de resultados e extorsão a atletas russos. Acusações que também implicavam a IAAF. O relatório recomendava mesmo que a Rússia fosse banida de todas as competições de atletismo.

 

Já este mês, a WADA revelou uma segunda investigação em que afirmava que "a corrupção estava incorporada" dentro da IAAF. A 1 de Novembro, o antigo presidente da organização, Lamine Diack, foi detido em França por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

A marca alemã alega que este escândalo de "doping" constitui uma quebra do acordo que tinha com a IAAF

 

A BBC refere que a IAAF e a parceira comercial Dentsu irão perder milhões de dólares em receitas. O contrato assinado em 2008 tinha a duração de 11 anos, encontrando-se em vigor até 2019, e era avaliado em 33 milhões de dólares (30,7 milhões de euros). A estação britânica estima que a IAAF e a Dentsu possam vir a perder um total de 30 milhões de dólares (27,7 milhões de euros) em receitas.

 

A Adidas e a IAAF confirmaram a separação, mas não revelaram mais detalhes, dizendo apenas que estavam a passar por um "processo de reforma".

 

A Adidas, que também tem uma parceria com a FIFA, já expressou o seu descontentamento com os processos de corrupção de que a organização do futebol mundial tem sido alvo.




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