Desporto Benfica pode rever em alta contrato com a Nos

Benfica pode rever em alta contrato com a Nos

O clube da Luz pode sair beneficiado pelos contratos que o Sporting e o Porto assinaram. Isto porque, o acordo com a Nos prevê a revisão em alta dos valores caso se verifiquem certas circunstâncias.
Benfica pode rever em alta contrato com a Nos
Sara Ribeiro 30 de dezembro de 2015 às 13:07

O Benfica deu o pontapé de saída na assinatura dos acordos milionários com as operadoras de telecomunicações. O contrato assinado com a Nos tem um valor global de 400 milhões de euros por um prazo máximo de 10 anos.

No entanto, apesar de os rivais terem assinado recentemente acordos com verbas superiores, não sendo totalmente comparáveis, o Benfica pode sair beneficiado.

Isto porque, como foi avançado esta quarta-feira, 30 de Dezembro, por vários jornais, o contrato do Benfica com a Nos poderá ser revisto caso os valores do Sporting e do Porto referentes aos direitos de televisão e distribuição do canal do clube forem superiores aos do clube da Luz. Nem o Sporting nem o Benfica descriminaram os montantes em causa. Apenas são conhecidos os valores globais.

No caso dos leões, o acordo com a Nos vale 446 milhões de euros, por um prazo máximo de 12 anos, mas inclui diferentes condições e prazos do que o do Benfica. Um valor a que acrescem mais 69 milhões pela revisão em alta do actual acordo com a PPTV, empresa de Joaquim Oliveira, totalizando 515 milhões de euros. O FC Porto chegou a acordo com a Meo, por um total de 457,5 milhões de euros.

Fontes ligadas ao processo confirmaram ao Negócios estas informações. O contrato prevê uma cláusula de salvaguarda que obriga à revisão dos valores nestas circunstância e o Benfica e a Nos vão proceder à sua revisão dentro dos prazos estipulados.

De acordo com O Record, o contrato do clube da Luz com a Nos pode chegar aos 600 milhões de euros com esta revisão em alta. Já A Bola noticia que o contrato com a Nos prevê que o Benfica receba mais 25% face ao valor mais alto dos outros dois grandes, o que poderá elevar o valor para cerca de 750 milhões de euros.

No total, os três grandes irão receber 1.300 milhões de euros das operadoras em contratos com diferentes durações e condições.

A batalha das operadoras por conteúdos desportivos traz alguns perigos, principalmente para os clubes mais pequenos que podem ficar sem contratos.

Por outro lado, a banca vê com bons olhos esta estratégia. Esta poderá facilitar as negociações entre a banca e os clubes no sentido de melhorar a frágil situação financeira das equipas portuguesas.




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