Desporto Diversão e maiores ganhos levaram Paulo Rebelo a trocar mercado financeiro pelo mundo das apostas

Diversão e maiores ganhos levaram Paulo Rebelo a trocar mercado financeiro pelo mundo das apostas

Paulo Rebelo tem 31 anos e é um conhecido apostador profissional português. Começou como “trader” na bolsa, ainda durante a faculdade, mas rapidamente percebeu que era no mundo das apostas desportivas que se sentia confortável. Isenção de impostos, maior previsibilidade e uma rentabilidade maior deram-lhe ânimo para desenvolver um aprofundado método que lhe permitisse fazer vida das apostas.
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Jorge Garcia 18 de setembro de 2013 às 16:10

Na casa de apostas Betfair encontrou o seu habitat natural, onde conseguiu aplicar a experiência adquirida enquanto “trader” em mercados financeiros e como apostador, com o aperfeiçoamento de um sistema de “trading live” que lhe permite obter pequenos ganhos com as oscilações que ocorrem durante os jogos, algo que é multiplicado pelas centenas de transacções que faz durante cada jogo.

 

Em entrevista ao Negócios, a propósito da divulgação do seu segundo livro e do início de mais uma temporada da Liga dos Campeões, Paulo Rebelo soube esconder o clubismo, uma condição fundamental para um apostador, e confessou não acreditar numa vitória portuguesa na maior prova internacional de clubes. Ainda assim, acredita ser possível lucrar com o Benfica e o Porto desde que se faça uso da maior arma do portuense, o “trading”.

 

Paulo Rebelo vive em Londres, mas também tem casa em Madrid, onde pode acompanhar de perto os principais mercados onde investe, o inglês e o espanhol. Uma das vantagens de residir em Londres, conforme confirmou o próprio, é o facto das apostas desportivas não pagarem impostos, algo que também foi um aliciante na altura de escolher entre a bolsa e as apostas desportivas.

 

Desde cedo que o apostador percebeu que o seu tempo era limitado e decidiu formar uma equipa que lhe preparasse os jogos, ou seja, a análise estatística. “Tenho uma equipa que me ajuda a preparar os jogos, mas as apostas em si são um trabalho solitário, tenho que estar sozinho e concentrado. Percebi que quanto mais tempo demorasse a preparar os jogos mais dinheiro ganhava. Comecei a investir mais tempo e percebi que este era valioso, e que compensaria pagar a alguém para me preparar os jogos”.

 

Entretanto, e depois de alguma exposição mediática “não planeada”, como o próprio teve o cuidado de explicar, decidiu criar um curso e lançar dois livros, o segundo nas bancas há menos de um mês, onde partilha com os leitores as suas experiências e técnicas enquanto apostador profissional. Admite que ganharia mais caso se concentrasse só nas apostas, “mas através dos livros e das aulas consigo obter sensações agradáveis que não conseguiria só a apostar. Ganho dinheiro, mas não obtenho a mesma felicidade. Com as aulas e os livros as pessoas agradecem-me, e muitos confessam viver das apostas”.




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