Desporto FCP passa de prejuízos para lucros de 6,3 milhões de euros no primeiro semestre fiscal

FCP passa de prejuízos para lucros de 6,3 milhões de euros no primeiro semestre fiscal

As receitas de bilheteira do Porto caíram para metade, passando a ser a quinta fonte de proveitos da SAD, quando, há um ano, eram a segunda maior. A participação nas provas internacionais explica, ainda assim, o crescimento global das receitas.
FCP passa de prejuízos para lucros de 6,3 milhões de euros no primeiro semestre fiscal
Paulo Duarte
Diogo Cavaleiro 28 de fevereiro de 2013 às 20:29

O Futebol Clube do Porto – SAD conseguiu registar um lucro no seu primeiro semestre fiscal deste ano, ao contrário do que aconteceu no ano passado. A melhoria deveu-se sobretudo às transacções de atletas.

 

O resultado líquido da empresa presidida por Pinto da Costa (na foto) ficou-se nos 6,3 milhões de euros entre Julho e Dezembro, que compara com o prejuízo de 8,9 milhões de euros apresentado no mesmo período do ano passado, informa o Porto em comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Bilheteiras passam a quinta fonte de receitas

 

A Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Porto conseguiu 13% mais receitas, excluindo os ganhos com os passes de jogadores, entre Julho e Dezembro do que em igual período do ano passado, ao alcançar os 40,5 milhões de euros.

 

A rubrica das Provas UEFA (o FCP está nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões) quase duplicou para 11,4 milhões de euros e conseguiu compensar a descida dos proveitos com bilheteiras.

 

Num momento de crise no país, em que a economia retrai e o consumo tem deslizado, a SAD do Porto sentiu uma quebra de praticamente 50% nas receitas com bilheteiras. No primeiro semestre fiscal de 2011, obtiveram-se proveitos com bilheteiras de 6,4 milhões de euros, o que representava 18% do total, sendo, nessa altura, a segunda maior fonte de receitas. Um ano depois, a bilheteira rende apenas 3,3 milhões de euros, uma proporção de 8%, sendo agora apenas a quinta mais representativa.

 

“A receita de bilheteira caiu efectivamente no período em análise, quer ao nível da venda de Dragon Seats [lugares anuais], como de bilhetes jogo-a-jogo e cobrança de quotas”, acrescenta o comunicado salientando que no período em análise de 2012 houve menos um jogo no Dragão do que no homólogo.

 

Salários custam mais ao Porto

 

No campo dos custos operacionais, o aumento de 4% para 45,9 milhões de euros deveu-se, principalmente, aos gastos com o pessoal. Este maior peso dos custos com pessoal deve-se ao “investimento da equipa com jogadores com elevada qualidade” e “também à performance desportiva exemplar da equipa, o que leva ao pagamento de prémios de desempenho colectivo”. O FCP encontra-se no primeiro lugar da primeira liga de futebol portuguesa, com os mesmos pontos que o Benfica.

 

Com custos operacionais maiores do que as receitas, o resultado operacional excluindo as transacções de atletas foi negativo na ordem dos 5,4 milhões de euros no primeiro semestre fiscal. No período homólogo, o resultado operacional tinha sido igualmente negativo, mas de 8,6 milhões de euros.

 

Com as transferências de Alvaro Pereira e Hulk, o resultado com transacções de passes de jogadores subiu e, mesmo contraposto às amortizações neste segmento, conseguiu levar os resultados operacionais da SAD azul e branca para os 11,5 milhões de euros entre Julho e Dezembro, quando eram negativos no período homólogo.

 

Mesmo com um agravamento dos custos financeiros, esta melhoria operacional incluindo os proveitos com transferências possibilitou o lucro neste primeiro semestre fiscal.

 

Passivo cai e diminui capital próprio negativo

 

No que diz respeito à situação patrimonial consolidada (não só do clube, mas também das empresas no seu perímetro como a Porto Estádio), a FCP- SAD conseguiu verificar uma melhoria.


Os capitais próprios continuaram negativos, na ordem dos 6,4 milhões de euros, resultado de uma descida de 2,6% do passivo para os 217,5 milhões de euros – sendo que a componente do curto prazo perde peso. O activo melhorou ligeiramente para os 211,2 milhões de euros.

 

(Notícia actualizada às 20h56 com mais informação)

 




Marketing Automation certified by E-GOI