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Finanças espanholas vão ganhar mais que Ronaldo com o seu novo contrato

A renovação de Cristiano Ronaldo no Real Madrid estará para breve e diversos meios de comunicação já adiantaram que o seu salário líquido anual será de 17 milhões de euros, mais sete milhões que o que aufere agora. Mas o maior beneficiado com este aumento não será Ronaldo, mas sim as finanças espanholas, realça o "Cinco Días".

Mike Blake, Reuters
Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 20 de Agosto de 2013 às 13:15
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Em 2015, Cristiano Ronaldo estará em Espanha há seis anos, deixando de beneficiar da “Lei Beckham”, que concede aos residentes estrangeiros uma tributação muito inferior, o que no caso de Ronaldo se traduz em 24,75%, a mesma tributação que um espanhol que receba pouco mais de 1.000 euros por mês. Nesse mesmo ano, Ronaldo passará a descontar tanto como Casillas ou Sérgio Ramos, ou seja 52%, segundo noticia o "Cinco Días".

 

Os grandes futebolistas negoceiam o seu vencimento líquido com as equipas. Os salários superiores a 300.000 euros tributam 52%, dependendo da comunidade autónoma. O peso da renovação de Ronaldo custará, assim, 35,3 milhões de euros ao Real Madrid, em que 17 milhões irão directamente para a conta do jogador e 18,3 milhões para as finanças espanholas.

 

Este valor de 18,3 milhões de euros é muito superior aos actuais 3,3 milhões que as finanças espanholas recebem actualmente pela permanência de Ronaldo em Madrid.

 

Ronaldo e Kaká foram dois dos últimos jogadores a beneficiarem da “Lei Beckham”, criada no final do último Governo de José Maria Aznar, com o intuito de atrair profissionais altamente qualificados. Apesar do objectivo inicial da medida, uma das primeiras pessoas a beneficiar da mesma foi David Beckham, cujo nome serviu para a baptizar.

 

Quando o português assinou pelo Real Madrid, em 2009, o debate reacendeu-se. O Governo de José Luis Rodríguez Zapatero modificou a lei em Janeiro de 2010, obrigando a que os trabalhadores com salários anuais superiores a 600.000 euros não pudessem tributar a 24%, agora 24,75%, tendo-a aplicado com carácter retroactivo, ou seja, quem chegou a Espanha antes da data pôde continuar a beneficiar da lei durante os seis anos. A medida causou um grande transtorno na Liga Profissional de Futebol espanhola, que ameaçou, inclusivamente, parar a competição.

 

O caso de Lionel Messi é muito diferente. O argentino já residia em Espanha, por isso não pôde usar a “Lei Beckham” a seu favor, sendo que na Catalunha, os descontos para o escalão máximo atingem os 56%, o que faz com que Messi aufira 16 milhões de euros e as finanças 20.

 

O caso de Neymar, a grande contratação de Verão do Barcelona, é idêntico ao de Messi. O jogador recebe sete milhões de euros líquidos e as finanças 8,9.

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