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José Sócrates: Candidatura ibérica "representa 600 milhões de pessoas"

O primeiro-ministro português, José Sócrates, disse hoje, em Zurique que a candidatura ibérica à organização do Mundial de Futebol de 2018 é competente e "representa 600 milhões de pessoas".

Lusa 02 de Dezembro de 2010 às 11:41
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José Sócrates, que foi o primeiro representante da candidatura ibérica a falar, destacou a "capacidade profissional e competência" do projecto que dá, também, todas as garantias em termos de segurança".

O governante português lembrou ainda para o Euro2004 foram criadas "regras que se converteram numa referência para outras competições", organizadas pela FIFA e pela UEFA.

José Sócrates considerou que a candidatura vai muito além de Portugal e Espanha, porque "representa os 600 milhões de pessoas que falam português e espanhol em todo o Mundo".

"Esta organização irá além dos nossos países. Dirigimo-nos a todos os continentes, aos 600 milhões de falantes de português e espanhol. A candidatura tocará a América do Sul e do Norte, tocará África, muitos países africanos que acompanham esta candidatura, e tocará a Ásia", referiu.

O primeiro-ministro português, que não assistirá ao anúncio da candidatura vencedora, lembrou a "história dos dois países, que sempre tiveram uma visão universal e cosmopolita".

A FIFA atribuiu hoje a organização do Mundial 2018, ao qual concorrem Portugal e Espanha, a Inglaterra, a Rússia e a candidatura comum de Holanda e Bélgica. A decisão será anunciada às 15h00 de Lisboa.

Portugal e Espanha podiam organizar o Mundial "no mês que vem"

O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que também está presente em Zurique, que Portugal e Espanha poderiam organizar o Campeonato do Mundo de futebol "no mês que vem".

"[Portugal e Espanha] oferecem em primeiro lugar muita vontade organizar o Mundial. Em segundo, a capacidade, pelas infra-estruturas e pelas condições de ambos os países, de organizar o Mundial no mês que vem, se fosse preciso", afirmou o governante espanhol na última apresentação do projecto ibérico, na sede da FIFA, destacando assim as vantagem sobre os concorrentes (Inglaterra, Rússia e Holanda-Bélgica).

Zapatero realçou que a Espanha é "o pais da Europa com mais redes de alta velocidade", que vão ligar os dois países, os quais, por outro lado, dispõem de "uma magnífica rede de auto-estradas que ligam todas as eventuais sedes" do Mundial.

O primeiro-ministro espanhol sublinhou ainda que em Portugal e Espanha "há 50 aeroportos dos mais modernos" e que "a Península Ibérica é o primeiro destino turístico mundial, com 70 milhões de visitantes por ano", que é um exemplo da sua capacidade hoteleira", oferecendo ainda "uma grande riqueza cultural e natural". "Tem 300 dias de sol e mar por ano", frisou Zapatero.

Para o presidente do governo espanhol, "Espanha e Portugal oferecem uma grande riqueza histórica", sendo dois "países irmãos, unidos, de grande afición', paixão pelo futebol e respeito pela FIFA".

"Queremos este Mundial, estamos convencidos de que o faremos muito bem e contribuiremos para o prestígio de um campeonato que une os países e apela à concórdia. Quero felicitá-los pelo último mundial, na África do Sul, que foi brilhante, sobretudo pela equipa vencedora [Espanha]", concluiu.
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