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Ministro italiano: futebolistas são "mimados" e devem pagar imposto a dobrar

Roberto Calderoli, ministro que já utilizou uma t-shirt com as caricaturas a Maomé, veio hoje a público colocar-se contra os futebolistas do país e ameaçou-os com a proposta de uma duplicação do imposto de solidariedade. Greves ameaçam início das temporadas de futebol em Itália e em Espanha.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 17 de Agosto de 2011 às 18:43
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Os jogadores de futebol italianos são “mimados” e devem ter um “imposto de solidariedade” a dobrar, defendeu hoje o ministro para a Simplificação Legislativa, Roberto Calderoli. O imposto sobre os rendimentos mais elevados é uma das medidas incluída no pacote de austeridade de 45,5 milhões de euros aprovado pelo Conselho de Ministros de Berlusconi.

“Eu não sei se o imposto de solidariedade é justo ou não, mas se todas as pessoas têm de pagar, também o têm os futebolistas”, referiu Calderoli em declarações ao jornal “La Repubblica”, citadas pela Associated Press.

“Se eles continuam a ameaçar com greves e retaliações, vou propor que, tal como os políticos, também os jogadores tenham o seu imposto duplicado”, referiu o ministro do Governo de Berlusconi.

O político, conhecido pelas suas posições polémicas como a defesa da castração química a violadores, por ter usado uma t-shirt com as caricaturas a Maomé ou por ter chamado “Ali Babas” aos imigrantes muçulmanos em 2006, como lembra a “BBC News”, adiantou ainda que os jogadores de futebol “representam uma casta de pessoas mimadas”.

No plano de austeridade de 45,5 mil milhões de euros aprovado pelo Governo liderado por Sílvio Berlusconi, está contemplada a subida dos impostos sobre os italianos com rendimentos anuais acima de 90 mil euros por ano.

A questão é que os jogadores pretendem que sejam as equipas a pagar a taxa que lhes diz respeito, já que os seus contratos têm como base o rendimento líquido. Razão que já levou os sindicatos a ameaçarem com uma paralisação se não chegarem a acordo com a Federação Italiana de Futebol.

De acordo com o “Daily Mail”, o AC Milan, detido pelo primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, já veio defender que são os jogadores quem deve pagar aquele imposto.

Campeonato ameaçado também em Espanha

Ao mesmo tempo, em Espanha, também o início da época de futebol está em perigo. Aliás, até agora, a greve imposta pelos jogadores para as duas primeiras jornadas continua de pé. Neste caso, a razão é a ausência de um novo contrato colectivo de trabalho defendido pelos jogadores.

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