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Paulo Pereira Cristóvão vai ser julgado por sete crimes no "caso Cardinal"

Paulo Pereira Cristóvão vai ser julgado por sete crimes, no âmbito do chamado "caso Cardinal", confirmou hoje o advogado do antigo vice-presidente do Sporting.

Negócios 15 de Julho de 2013 às 13:08
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"Vai haver julgamento, pelos factos constantes na acusação", afirmou Rogério Alves aos jornalistas, após a decisão instrutória do processo de Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting na direcção de Godinho Lopes.

 

O advogado lembrou que o código de processo penal não dá a possibilidade de recurso de uma decisão instrutória que mantenha o teor da acusação, e admitiu que mesmo que essa possibilidade existisse não iria utilizá-la.

 

"Duvido até que viesse a recorrer se houvesse essa possibilidade, porque o momento próprio para aferir a responsabilidade das pessoas é o julgamento, no julgamento é que se apuram as condutas que estão em análise e se tomam as decisões sobre essas condutas", disse.

 

Rogério Alves considerou que "neste momento o processo segue o seu curso normal", e acrescentou: "no julgamento ter-se-á ocasião de demonstrar com provas e com elementos aquilo que até agora não se pode demonstrar ainda".

 

O advogado do antigo vice-presidente do Sporting garantiu que a expectativa inicial sobre o desfecho do caso se mantém.

 

"Aquilo se tem dito desde o início, e que se mantém, é que se espera com muita convicção que o julgamento venha a infirmar as acusações que são feitas contra o arguido, que o julgamento venha a demonstrar a inocência do arguido.

 

Paulo Pereira Cristóvão é acusado de um crime de burla qualificada, outro de branqueamento de capitais, dois de peculato, mais um de devassa por meio informático, um de acesso ilegítimo e, por fim, um de denúncia caluniosa agravada.

 

Este caso foi desencadeado com o envio de uma carta anónima a denunciar um alegado suborno ao árbitro assistente José Cardinal, nomeado para um jogo entre o Sporting e o Marítimo, em Abril de 2012, carta essa que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, faria chegar à PJ, depois da mesma lhe ter sido entregue pelo presidente dos "leões", Godinho Lopes.

 

Na sequência da investigação da PJ, foram constituídos arguidos, além de Paulo Pereira Cristóvão, um ex-funcionário deste, Rui Martins, suspeito de ter feito, no Funchal, o depósito de dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal, e a secretária do dirigente leonino, Liliana Caldeira, que terá, alegadamente, comprado a passagem de avião para aquele viajar até à Madeira.

 

No entanto, a acusação do MP incide apenas sobre dois arguidos, o que significa que um deles, Rui Martins ou Liliana Caldeira deixaram de o ser, ou mesmo ambos.

 

De resto, essas investigações policiais conduziram à acusação agora deduzida pelo MP da prática de outros crimes por parte de Paulo Cristóvão e de um sócio gerente de uma sociedade comercial não identificado, quando numa fase inicial das investigações estava em causa, aparentemente, apenas o crime de denúncia caluniosa qualificada, decorrente do depósito de dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal.

 

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