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Pereira Cristóvão pagava até 300 euros para vigiar jogadores do Sporting

O ex-vice-presidente do Sporting pagava a seguranças de discotecas por informações sobre os jogadores dos leões. Pagava entre 200 a 300 euros, escreve o Correio da Manhã.

Luís Manuel Neves
Negócios negocios@negocios.pt 21 de Abril de 2015 às 11:18
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A rede de vigilância que Paulo Pereira Cristóvão montou para controlar a vida pessoal dos jogadores do Sporting não se restringia às pessoas contratadas especialmente para o efeito. De acordo com o relato de uma testemunha, em tribunal, Pereira Cristóvão pagava a quem o informasse sobre as movimentações dos jogadores na noite de Lisboa. Podiam ser vigilantes, seguranças ou simples frequentadores de bares e discotecas. O pagamento oscilava entre 200 e 300 euros.

 

Um vigilante da discoteca BBC testemunhou em tribunal que Cristóvão lhe pediu para que o avisasse caso os jogadores do Sporting entrassem no espaço. José Biton, que também trabalhava na empresa Primus Lex, de Pereira Cristóvão, disse a outros vigilantes e frequentadores do espaço para o avisarem se vissem jogadores do Sporting na noite. O pagamento podia ir até aos referidos 300 euros.

 

O esquema de vigilância dos jogadores incluía ainda rondas pelas casas dos jogadores, para confirmar que estes se encontravam nas suas residências. Joaquim Alves, contratado por um dos arguidos do processo, dirigia-se às casas dos jogadores durante a noite, para verificar se os carros estavam estacionados e as luzes acesas.

 

A ex-secretária de Pereira Cristóvão confirmou, igualmente em tribunal, que o ex-dirigente mantinha uma lista com dados pessoais de árbitros, como as moradas, telemóveis, salários e os NIB das contas. Pereira Cristóvão, ex-inspector da PJ, está acusado de peculato, branqueamento de capitais e devassa da vida privada.

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