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"Pequena" desconcentração derrubou obstáculo e aspirações de medalha de Luciana Diniz

Uma "pequena falha de concentração" no antepenúltimo obstáculo derrubou uma trave e as esperanças da portuguesa Luciana Diniz numa medalha na final de salto de obstáculos a cavalo dos Jogos Olímpicos Londres 2012, acabando no 17º lugar.

Lusa 08 de Agosto de 2012 às 19:43
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Diniz chegou à segunda final da competição com apenas um ponto de penalização por ter ultrapassado em 28 centésimos os 84 segundos regulamentados para completar o circuito de 12 obstáculos.

Mas, na segunda final, e prova decisiva para determinar a distribuição das medalhas, acabou por somar mais nove pontos, oito por ter derrubado dois obstáculos e mais um por ultrapassar os 80 segundos regulamentares para o último circuito.

Ficou claro imediatamente que seria impossível chegar ao pódio, cujo lugar mais alto foi para o suíço Steve Guerdat, que não cometeu qualquer falta nas duas rondas finais e acabou com um jejum de 88 anos do país na modalidade.

Se tivesse feito uma segunda final limpa, Diniz poderia disputar a medalha de prata, mas esta foi discutida entre o holandês Gerco Schroder e o irlandês Cian O´Connor, com vantagem para o primeiro.

A portuguesa assumiu a responsabilidade do erro e elogiou o cavalo Lennox, ao qual recorreu para se apresentar na segunda participação nos Jogos Olímpicos, porque "Winningmood", o seu favorito, estava doente.

"Eu estou contente com a performance do cavalo, ele estava perfeito, foi uma pequena falha de concentração ali no antepenúltimo obstáculo para a linha final e aí paguei o erro do último obstáculo também", disse no final aos jornalistas.

A desconcentração, referiu, aconteceu na curva para o oitavo e penúltimo obstáculo, que representava o famoso barco Cutty Sark, quando o pé de Diniz se soltou do estribo e provocou um desequilíbrio.

"Não tem desculpa. A performance poderia ter sido melhor, o cavalo estava perfeitamente hoje, em excelente condição. Agora, vamos manter o sonho para os próximos Jogos Olímpicos".

Para Luciana Diniz, "a vida continua", pelo que volta às competições já na próxima semana, no Global Tour, em Valkenswaard, na Holanda, em representação de Portugal, mantendo o objectivo de continuar a promover o hipismo nacional.

A amazona, que nasceu em São Paulo, mas que adoptou nacionalidade portuguesa em 2006, espera ser bem recebida no Rio de Janeiro em 2016, se conseguir uma terceira qualificação para os Jogos Olímpicos.

Elogiou ainda o apoio que recebeu dos comité e federação portugueses, de quem recebeu motivação para trocar de bandeira, depois de ter representado o Brasil em Atenas 2004, terminando no 38º lugar.

"Nunca me arrependi, foi a melhor decisão que eu fiz na minha vida", vincou.

Apesar de ter falhado o objectivo, que era chegar ao pódio e conquistar uma medalha, Luciana Diniz melhorou a marca anterior e pode também congratular-se por ter sido a melhor mulher na prova de saltos, já que a modalidade equestre é a única olímpica em que os dois sexos competem em igualdade. "Não sabia disso, mas é sempre bom", disse à agência Lusa.
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