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EUA podem passar a terceira economia do mundo em 2045 atrás da China e da Índia

Crise financeira global acelerou a mudança do poder económico em favor das potências emergentes.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Janeiro de 2011 às 18:08
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Os Estados Unidos da América deverão deixar de ser a grande potência mundial em 2018, quando a China ultrapassá-la em PIB, ajustado à paridade de poder de compra. Pouco menos de três décadas depois, em 2045, os EUA poderão ficar também atrás da Índia, no que diz respeito ao poderio económico. São pelo menos essas algumas das conclusões do relatório actualizado da PricewaterhouseCoopers intitulado “O Mundo em 2050”.

Originalmente feito em Março de 2006, o documento tinha já as projecções de crescimento do PIB, mas a crise financeira global conduziu a alterações nestes dados e a principal conclusão da consultora é mesmo que o poder económico do planeta irá mais cedo para as mãos das agora economias emergentes, acompanhando a tendência liderada pela China e Índia na liderança face aos EUA.

Com o ajustamento à paridade do poder de compra, o PIB conjunto das sete potências emergentes (China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, México e Turquia) será até maior do que o dos G20 (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) a partir de 2020.

A Europa também irá perder importância no cenário económico. Se, em 2009, tem cinco países nos mais ricos, em 2050, (Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha) só a Alemanha e o Reino Unido estarão nesse ranking, tendo a primeira descido da 5ª para a 9ª posição, e o segundo do 7º para o 10º lugar.

Em relação a outros países, a África do Sul e a Austrália terão deixado as 20 maiores potências económicas em 2050, dando lugar à Nigéria e ao Vietname, que entram para a 13ª e 14ª posições, respectivamente.

Evolução é mais lenta com PIB contabilizado às taxas de câmbio de mercado

As conclusões da PricewaterhouseCoopers são ligeiramente diferentes quando se analisa o PIB das nações através das taxas de câmbio de mercado, sendo que a consultora afirma que essa interpretação não corrige as diferenças de preços nas várias economias, embora saliente que tal cálculo pode ser mais útil com objectivos de negócios práticos.

Mas, mesmo assim, a alteração é apenas temporal, porque defende que os EUA vão ser ultrapassados pela China, embora só por volta de 2040. Isto porque os ganhos da segunda sobre a ainda principal potência mundial serão afectados após a década de 20, devido ao envelhecimento da população, consequência das actuais políticas anti-natalistas chinesas.

Com este sistema, a Índia não ocupa o segundo lugar da tabela antes de 2050. Contudo, a diferença que separa os EUA do terceiro lugar é metade daquela que os distanciam do topo.

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