Transportes 1.027 comboios a menos com greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal

1.027 comboios a menos com greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal

A greve de hoje dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) teve impacto na circulação de comboios, com 328 ligações a serem efectuadas das 1.355 previstas até às 22:00, disse à Lusa fonte da CP - Comboios de Portugal.
1.027 comboios a menos com greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal
Bruno Simão
Lusa 12 de março de 2018 às 23:22

"Dos 1.355 comboios que teriam circulado num dia normal até às 22:00, circularam 328 comboios, ou seja, estiveram em falta 1.027. O que esperamos até ao final do dia é que se mantenha este cenário", disse à Lusa a fonte da CP.

 

Segundo a mesma fonte, é esperado que a partir das 00:00 a situação normalize na circulação ferroviária, depois de um dia em que a circulação ficou reduzida aos serviços mínimos de 25% decretados pelo tribunal arbitral, concentrados nas horas de ponta.

 

O coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, também disse à Lusa que só se realizaram os serviços mínimos ao longo deste dia de greve, que no sector ferroviário teve uma adesão superior a 90%.

 

"No sector rodoviário a situação foi idêntica, com serviços encerrados ou a meio gás, mas foram mais visíveis os efeitos da greve na circulação ferroviária", afirmou.

 

A IP emitiu durante a tarde um comunicado em que afirmava, com base em dados recolhidos até às 13:00, que a paralisação teve uma taxa global de adesão na ordem dos 14%, sendo de 26 % na área da circulação ferroviária.

 

"Estão a ser assegurados os serviços mínimos decretados pelo Conselho Económico e Social, na empresa e suas participadas, no que diz respeito ao comando e controlo da circulação de comboios de passageiros e mercadorias, tal como fixado pelo Tribunal Arbitral. Também está a ser assegurada a actividade do centro de controlo de tráfego, que promove todas as informações associadas ao tráfego rodoviário e a actividade das unidades móveis, que patrulham diariamente as estradas e prestam assistência aos automobilistas", disse.

 

A IP referiu ainda que está em curso "um processo de negociação colectiva com vista à harmonização dos vários regimes laborais em vigor nas empresas do grupo IP".

 

José Manuel Oliveira explicou à agência Lusa que a paralisação foi convocada, porque os trabalhadores das empresas do grupo IP não têm qualquer aumento desde 2009 e consideram que não podem esperar pelo final da negociação do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).

 

Os sindicatos reivindicam um aumento imediato na ordem dos 4%, que garanta um mínimo de 40 euros a cada trabalhador.

 

A IP é a empresa pública que resultou da fusão entre a Rede Ferroviária Nacional - REFER e a EP - Estradas de Portugal.




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comentários mais recentes
Anónimo 14.03.2018

Sobre os caminhos de ferro Deutsche Bahn, da Alemanha: "According to the plans about 5,000 jobs could go in the freight division alone. The state-owned company is working with consultancy McKinsey on the plans which are due to be finished by December and agreed by the supervisory board." https://www.reuters.com/article/us-deutschebahn/deutsche-bahn-plans-thousands-of-job-cuts-in-overhaul-sources-idUSKCN0S21RD20151008

Anónimo 14.03.2018

No Primeiro Mundo, faz-se boa gestão de recursos humanos, combate-se o excedentarismo com prontidão e dessa forma a economia prospera e desenvolve-se para outros patamares que não aqueles a que Portugal e Grécia sob resgate se auto-impuseram por manifesta falta de seriedade e discernimento de políticos e outros seus líderes. "Os Caminhos de Ferro Federais Suíços anunciaram que irão executar um corte adicional de 300 colaboradores na empresa em relação ao que a organização já havia anunciado no último ano no decorrer do seu programa de redução de custos denominado RailFit20/30. No total, 1400 postos de trabalho estão destinados a desaparecer da organização até 2020" ("Swiss Federal Railways says it will make 300 more job cuts than it had announced last year under its ‘RailFit20/30’ cost-savings programme. In all, 1,400 jobs are now slated to be on the chopping block by 2020") https://www.swissinfo.ch/eng/business/cost-savings_swiss-railways-announces-further-job-cuts-by-2020/42465444

Anónimo 14.03.2018

Para além de certas empresas não bancárias do regime, existe lá malta mais subsidiada do que os funcionários vitalícios da Função Pública que não são lá precisos para nada ou do que os bancários resgatados semana sim semana não? Ganhem juízo e deixem de extorquir quem é sério e honesto. Dívida pública excessiva, fora de controlo, e tributação agravada, terrorista, têm sempre os mesmos destinatários, mas a factura é paga pelo Estado insustentável, pela economia cada vez menos competitiva e pela sociedade iníqua em que vivemos.

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