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Governo já entregou 416 vistos de "ouro" a chineses

Um ano depois do lançamento dos vistos "gold", ou melhor, dos vistos para a autorização de residência para actividade de investimento (ARI), o Governo já deu luz verde à entrada de 416 chineses em Portugal. A China é sem dúvida o maior investidor.

Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete – Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros;
Reuters
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 27 de Janeiro de 2014 às 23:30
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A China é um mercado prioritário para Portugal e têm sido vários os esforços do Executivo para captar este fluxo de investimento e de turismo. E os resultados já começam a aparecer.

Um ano depois do lançamento dos vistos "gold", ou melhor, dos vistos para a autorização de residência para actividade de investimento (ARI), o Governo já deu luz verde à entrada de 416 chineses em Portugal. A China é sem dúvida o maior investidor.

O novo regime para a concessão e renovação dos vistos ‘gold’ a cidadãos de países terceiros que pretendam investir em Portugal foi uma das bandeiras do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas. Esta alteração passou a permitir que cidadãos de países terceiros, que não pertençam à União Europeia ou não integrem o Acordo de Schengen, garantam uma autorização de residência em Portugal para desenvolver uma actividade de investimento.

Um ano depois, Portugal já atribuiu 535 vistos "gold", num total de quase 335 milhões de euros, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Machete sublinhou que só nos primeiros 25 dias de 2014, foram atribuídos 49 vistos "dourados", representando um total de 27 milhões de euros de investimento.

A China continua a ser o grande mercado para estes vistos, com um total de 416,

Com este protocolo, o Estado agiliza emissão de vistos que possibilitem a vinda de dezenas de milhares de turistas para Portugal.  

 

António Pires de Lima

Ministro da Economia

seguindo-se a Rússia com 23, o Brasil com 14 e Angola com 13. "O primeiro ano dos vistos ‘gold’ mostra o interesse destes mercados pelo País e os números do início do ano antevêem um ano promissor", disse Rui Machete, à margem da apresentação do protocolo de colaboração entre os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna e da Economia, para vistos turísticos.

O embaixador da China em Portugal recordou que já são 98 milhões os chineses que saem do seu país para visitar o estrangeiro ou fazer trocas comerciais. "O chinês tem muito interesse nos vistos ‘gold’, os amigos portugueses já perceberam isso", disse Huang Songfu, à margem da apresentação do protocolo de colaboração. "Os chineses gostam de Portugal, gostam da cultura e da simpatia do povo português", acrescentou.

Rússia, Índia, China, Colômbia e Emirados são prioridade

A Rússia, Índia, China, Colômbia e Emirados Árabes Unidos são os mercados prioritários para a atribuição de vistos turísticos. Com este novo protocolo, haverá o reforço dos meios técnicos e humanos ao serviço da emissão de vistos oriundos destes mercados, custos que serão suportados pelo Turismo de Portugal. Em 2013, Portugal concedeu um total de 150 mil vistos turísticos.

A Rússia é o 19.º mercado internacional para Portugal, em termos de procura, com receitas de 64 milhões de euros, com mais de 147 mil hóspedes e 513 mil dormidas na hotelaria. Quanto aos Emirados Árabes Unidos, Pires de Lima recordou a linha directa que liga o Dubai a Lisboa, que fez crescer o número de hóspedes em 135%, sem avançar números absolutos.

Da Índia, não há números nacionais. Sabe-se apenas que, em 2013, foram 14 milhões os turistas indianos que andaram pelo mundo, gastando 12 mil milhões de euros.

No que toca ao mercado chinês, é público que, dos 83 milhões de turistas que viajam pelo mundo, 4,5% vêm para a Europa e, desses, 400 mil ficam em Espanha.

Por fim, a Colômbia, país do qual, para já, não existem voos directos, a procura turística tem aumentado.

 
Vistos "gold" e vistos turísticos 

Lançamento dos vistos "gold"

No início do ano passado, o Governo lança a iniciativa de vistos "gold", ou tecnicamente denominados: autorização de residência para actividade de investimento. O objectivo é atribuir vistos a estrangeiros que invistam, no mínimo, 500 mil euros na aquisição de imobiliário, ou investimento ou transferência de capitais de, pelo menos, um milhão de euros, dentro de certas condições. 

 

Primeiro visto foi entregue na Índia

Em Março, Paulo Portas entregava o primeiro visto "gold", a um investidor estrangeiro. O indiano Muthu Nesamanimaram foi o primeiro empresário estrangeiro a ser contemplado com esta "autorização de residência". Além da China, o principal mercado de captação destes investimentos, também Hong Kong e Macau já "enviaram" investidores que receberam os vistos "gold".

 

Mais de 28 países

Apesar do investimento ter como origem países na Ásia, já foram entregues vistos a investidores do Paquistão, Líbano, Iraque, Vietname e Palestina.

 

Vistos turísticos

Depois dos vistos de residência, o Governo quer dar um incentivo ao aumento do fluxo turístico de alguns dos mercados em crescimento. Para já, a aposta é na Rússia, China, Índia, Colômbia e Emirados Árabes Unidos, mas o Governo admite não ficar por aqui.  

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