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Analistas consideram que Nos vive um "momento de reviravolta" após lucros no terceiro trimestre

Para as casas de análise, o terceiro trimestre é um momento de reviravolta da companhia presidida por Miguel Almeida, que está com uma perspectiva positiva para o próximo ano. Ofertas convergentes estão a dar resultados apontam os analistas do Santander, BBVA e CaixaBI.

Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 06 de Novembro de 2014 às 12:54
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A Nos registou um crescimento de 2% nos lucros do terceiro trimestre para os 18,8 milhões de euros. Para as casas de análise, a operadora de telecomunicações vive um momento de reviravolta depois da fusão e do investimento inicial. A empresa presidida por Miguel Almeida está agora com uma perspectiva positiva para o próximo ano.

 

"O nosso foco era nos principais indicadores comerciais e, como esperado, o terceiro trimestre confirmou a reviravolta", escreve o Santander em análise divulgada esta quinta-feira, 6 de Novembro.

 

Os analistas apontam como positivo a redução das perdas nos clientes do segmento fixo e nas subscrições de televisão. Devido a isto, será de esperar "algum impacto positivo no curto prazo no preço das acções".

 

Outro dos pontos positivos, foi o "aumento da penetração de convergência" causado pelo impacto da nova oferta lançada em Junho, com 303 mil clientes já "convertidos" com a nova oferta. Esta oferta teve assim um "impacto positivo" na receita média por cliente, tanto no segmento fixo como no móvel.

 

Mas o Santander também aponta dois pontos negativos, como a queda na receita média por cliente no segmento de empresas - em parte explicada por efeitos sazonais -, e a continuação do nível elevado de "outras despesas", 18,3 milhões de euros contra 12,6 milhões no segundo trimestre.

 

O Santander mantêm a recomendação da Nos em "comprar", com o preço-alvo em 6,0 euros, o que dá um potencial de valorização de 26,5% face à cotação actual de 4,74 euros. O banco mantém a Nos entre as suas cotadas eleitas no mercado ibérico.

 

Já o BBVA considera que os resultados trimestrais da empresa foram em linha com as suas estimativas. "Os principais indicadores foram uma considerável surpresa positiva, com a Nos a mostrar progressos substanciais no terceiro trimestre e, na nossa opinião, antecipando um regresso ao crescimento em 2015, ajudado pelo número de clientes e estabilização dos preços", escrevem os analistas do banco espanhol na nota de análise.

 

O banco espanhol sublinha os bons resultados dos pacotes mistos e a expansão da rede, que considera serem as "duas pedras basilares" da Nos "à medida que devem ajudar a empresa a suster o crescimento de clientes e melhorar as margens".

 

Assim, o BBVA considera que a luz ao fundo do túnel já está à vista, e que a acção está a ganhar "balanço num mercado ja consolidado".

 

Os analistas consideram "improvável" uma possível oferta conjunta pela Nos, Vodafone e Altice para dividir a PT Portugal, mas apontam que o negócio iria melhorar o potencial da Nos. De interesse seria o negócio móvel e empresarial da PT Portugal "para ganhar massa crítica, o que iria resultar no reforço da sua posição nestes segmentos". Contudo, a operação não será necessária para apoiar as actuais perspectivas de crescimento da Nos.

 

O BBVA mantém a recomendação da Nos em "outperform" e o preço-alvo nos 5,80 euros com um potencial de valorização de 22,3% face à cotação actual de 4,74 euros.

 

O CaixaBI também analisa o trimestre da operadora de telecomunicações e considera que os "resultados foram neutrais e em linha com as nossas previsões".

 

Os analistas destacam que as "tendências operacionais continuam a mostrar melhorias, com as ofertas convergentes a serem capazes de aumentar mais uma vez e de forma significativa as adições líquidas no segmento Móvel, ao mesmo tempo que reduzem as perdas no segmento de Televisão por Subscrição", escrevem.

 

O segmento empresarial "continua sob pressão", mas a conquista de grandes clientes vai "ter um impacto positivo dentro de dois trimestres e podem funcionar como uma âncora neste segmento".

 

Conclusão? "Pensamos que a empresa está a dar os passos certos para investir fortemente na nova marca e na expansão da sua rede, esta estratégia deverá começar a dar frutos no próximo ano".

 

O CaixaBI mantém a recomendação da Nos em "comprar e o preço-alvo em seis euros, com um potencial de valorização de 26,5% face à cotação actual de 4,74 euros.

 

A Nos está a subir 3,43% para 4,74 euros na bolsa de Lisboa esta quinta-feira.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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