Empresas 55 multinacionais europeias pedem reforma à Concorrência

55 multinacionais europeias pedem reforma à Concorrência

As empresas europeias desejam ver mais agilidade na lei, de forma a conseguirem fazer frente a gigantes como Estados Unidos e China.
55 multinacionais europeias pedem reforma à Concorrência
EPA/Lusa
Negócios 07 de outubro de 2019 às 11:08

Bruxelas recebeu um apelo público da parte de 55 empresas europeias, que defendem que as regras da concorrência estão a travar a sua competitividade a nível global.

 

O grupo de 55 empresas, batizado European Round Table of Industrialists (Mesa Redonda Europeia dos Industriais, representado pela sigla ERTI) reúne os presidentes ou CEO de grandes companhias, como é o caso da Telefónica, Iberdrola, Inditex, L’Oréal, Heineken, Volvo, Philips, Vodafone, Siemens, Orange e Renault.

 

Estas empresas exigem políticas "mais inteligentes", que procurem a criação de uma dinâmica de concorrência a nível global e que se adaptem ao cenário de rápidas mudanças.

 

O apelo decorre ainda de um crescente domínio dos Estados Unidos e China no mercado global e de uma alteração em particular que desagradou aos empresários: a decisão de que, para além da Concorrência em Bruxelas, também o Conselho (ou seja, os Estados-membros) devem aprovar futuras operações. "Não estamos convencidos que um maior peso político nas decisões de concorrência seja positivo", escreve o ERTI.

 

As recomendações das multinacionais passam por "alinhar a supervisão da concorrência com as exigências da economia digital", ou seja, que, para além dos preços, seja considerado o valor dos dados, inovação e potenciais benefícios para o cliente. Também é pedida mais agilidade no processo de aprovação de operações.

 

Os casos de colaboração em situação de concorrência devem ser também acautelados com uma maior segurança jurídica, indica o mesmo grupo de empresas.




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