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Nos precisa de captar 200 mil clientes para compensar investimento no futebol

Caso a Nos opte por manter os direitos televisivos em exclusividade, terá que angariar 200 mil novos subscritores a partir de 2017 para atingir o “breakeven” do investimento no futebol, segundo uma análise do CaixaBI.

35º - Benfica, Portugal
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 18 de Abril de 2016 às 12:56
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A partir de Julho o campeonato dos direitos televisivos em Portugal vai sofrer alterações. A Nos vai passar a ter os direitos de transmissão da Benfica TV e dos jogos em casa do Benfica a partir da próxima época. Além disso, terá ainda os direitos dos jogos do Sporting e de mais oito clubes da I Liga a partir de 2017, num investimento total superior a 900 milhões de euros até 12 anos.

De acordo com uma análise dos analistas do CaixaBI, para a operadora atingir o "breakeven" dos recentes investimentos terá que captar 200 mil novos subscritores. Isto tendo em conta que a operadora liderada por Miguel Almeida vai optar pelo modelo de exclusividade, ou seja, que não vai revender os direitos desportivos.

Na prática, o research assume que a Nos passaria a transmitir os jogos do Benfica e do Sporting num novo canal, de forma exclusiva na sua plataforma televisão paga. E 'esvaziaria' os jogos do Benfica da BTV.

Esta opção permitiria à Nos obter mais clientes de televisão paga, tendo em conta que seriam "forçados" a mudar de operador para poderem continuar a assistir aos jogos do seu clube, o que levaria a uma receita média por utilizador mensal (ARPU) de 43 euros.

Tendo em conta estes pressupostos, nomeadamente que a conquista desses clientes acontece ao longo de quatro anos devido às cláusulas de fidelização de 24 meses do sector, os analistas concluem que a Nos conseguiria atingir o "breakeven" do investimento no futebol caso conquistasse cerca de 200 mil novos clientes, lê-se no mesmo documento.

Os planos da Nos para a transmissão dos direitos televisivos dos jogos em casa do Benfica, do Sporting e dos outros oito clubes com quem fechou acordo ainda não são conhecidos.

Miguel Almeida sempre defendeu a não exclusividade dos direitos desportivos. No entanto, recentemente a "guerra" entre a Meo e a Nos ganho novos contornos tendo passado para os tribunais.

A operadora Nos avançou com uma providência cautelar contra a dona da Meo no seguimento do corte de sinal do Porto Canal, que passou a ser comercializado pela PT desde 1 de Fevereiro deste ano, na sua plataforma.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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