Empresas A estratégia simples que aumenta a fortuna de Bill Gates

A estratégia simples que aumenta a fortuna de Bill Gates

Bill Gates continua a acumular riqueza.
A estratégia simples que aumenta a fortuna de Bill Gates
Bloomberg
Bloomberg 17 de setembro de 2019 às 17:50

"Não estamos com uma postura defensiva como a maior parte está", afirmou o fundador da Microsoft, numa entrevista à Bloomberg Television. "A estratégia usada nos investimentos é ter mais de 60% em ações."

 

A estratégia ajudou Gates a aumentar o seu património líquido em 16 mil milhões de dólares este ano, elevando a sua fortuna para 106 mil milhões de dólares, atrás apenas de Jeff Bezos no Índice de Bilionários da Bloomberg, mesmo com as suas doações beneficentes superando os 35 mil milhões de dólares.

 

Os ativos em ações representavam cerca de 60 mil milhões de dólares da fortuna de Gates até segunda-feira, segundo dados compilados pela Bloomberg. Em comparação, o portefólio médio dos "family office" - empresas que fazem gestão financeira de fortunas familiares - na América do Norte detinha cerca de 32% dos seus ativos em ações em 2018, de acordo com o relatório global de "family office" de 2018 da Campden Wealth.

 

O crescimento, gerido pelo diretor de investimentos do bilionário, Michael Larson, que comanda o "family office" Cascade Investment, permitiu que Gates construísse a maior fundação privada do mundo sem diminuir a sua fortuna.

 

Mas essa fortuna pode começar a encolher se os políticos atenderem ao seu pedido de impostos mais altos.

 

"Duvido que os EUA criem um imposto sobre a riqueza, mas eu não seria contra", disse Gates durante a entrevista. "O mais próximo que temos disso é o imposto predial. E tenho sido um grande defensor de que isso deva voltar ao nível de 55% praticado há algumas décadas."

 

A desigualdade tornou-se uma questão política polémica: os 0,1% mais ricos dos EUA controlam mais riqueza do que em qualquer outra época desde 1929. Na terça-feira, a Fundação Bill e Melinda Gates divulgou o seu relatório anual Goalkeepers. O estudo procura monitorizar e ajudar o progresso das Nações Unidas para atingir os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que, segundo a fundação, estão a ser prejudicados pela desigualdade persistente. O relatório pedia um maior investimento em saúde, educação e tecnologia para ajudar a reduzir a desigualdade no mundo.

 

"Não existe uma bala de prata que faça com que a geografia, o género e outros fatores aleatórios parem de ser importantes", observa o relatório. "Mas garantir que todas as crianças tenham acesso a bons sistemas de saúde e educação é um bom começo nessa direção."

 

Gates, de 63 anos, também tem apoiado impostos de rendimentos mais altos sobre os mais ricos dos EUA e fez um apelo por uma maior transparência. "Defendo mais transparência financeira. Não gosto que se possa ter fundos de que ninguém sabe quem é o dono."

 

Embora Gates continue otimista em relação aos EUA e à economia global, duvida que o desempenho de que desfrutou no passado persista. "Há razões para pensar que retornos absolutos para a próxima década serão menores do que foram nas últimas décadas."

 

(Texto original: The Simple Strategy Fueling the Rise of Bill Gates’s Fortune)

 




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