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AACS critica pressão do GES e falta de rigor do «Expresso»

A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) deu razão tanto ao Grupo Espírito Santo (GES) como à Impresa no diferendo originado por uma notícia no «Expresso» sobre o alegado envolvimento do BES no escândalo brasileiro do «mensalão».

Daniel Vaz danielvaz@mediafin.pt 08 de Setembro de 2005 às 20:34
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A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) deu razão tanto ao Grupo Espírito Santo (GES) como à Impresa no diferendo originado por uma notícia no «Expresso» sobre o alegado envolvimento do BES no escândalo brasileiro do «mensalão».

O organismo que regula os «media» considera que a decisão do GES de cortar a publicidade nos meios da Impresa constituiu «uma tentativa de pressão».

«A decisão do GES de cortar a sua publicidade em todos os títulos da Impresa (...) objectivamente constitui(...) uma tentativa de pressão que acaba por desrespeitar o sentido do constitucional e legalmente estabelecido quanto à independência dos órgãos de comunicação social perante o poder económico», refere a deliberação da AACS.

Ao mesmo tempo, a Alta Autoridade considera que o semanário «Expresso» devia ter enquadrado melhor as posições do GES.

«O ‘Expresso’ deveria ter procurado enquadrar com mais precisão ou/e de forma mais proporcional,  as posições do GES, nomeadamente ao longo da cobertura jornalística dos acontecimentos em causa, (...) na qual não acolheu o contraditório a propósito do alegado envolvimento do GES em operações definíveis como controversas, contraditório designadamente constituído por uma informação que havia sido fornecida a tempo pelo grupo financeiro».

A deliberação da AACS foi aprovada pela maioria dos membros da entidade. Neste processo, o organismo ouviu o director do «Expresso», o da «Visão» e o subdirector de informação da SIC.

O GES apresentou a sua versão dos factos por carta.

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