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Álvaro Santos Pereira diz que PPP serviram para esconder défices

Álvaro Santos Pereira defendeu esta quarta-feira que as Parcerias Público-Privadas (PPP) não foram mais do que uma forma de esconder défices, de uma forma de transferir para o futuro os encargos de obras que eram feitas por privados – em que os privados se endividavam mas que depois passavam para o Estado passado uns anos .

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 19:43
Esta dívida, defendeu Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, no Congresso Nacional dos Economistas, “também é uma dívida pública que nós temos que resolver”.

“Os encargos anuais com as PPP são muito elevados e ultrapassam os mil milhões a partir de 2013 e temos um problema muito significativo, muito grave de uma dívida externa bruta acima dos 400 mil milhões de euro, uma dívida externa líquida que está acima de 100% do PIB”, acrescentou.

E ainda que “todos os mecanismos ao dispor das Estradas de Portugal (EP) estivessem ao nosso dispor, mesmo assim se não fizermos nada a dívida das EP será de cerca de 14 mil milhões de euros em 2030. Portanto, o que já fizemos é importante mas alguma coisa mais terá de ser feita”.

No caso dos transportes públicos, sublinhou ainda o ministro da Economia que “também é preciso perceber que a reforma vai levar e tem a intenção de implementar um programa de reequilíbrio operacional das empresas”. “A dívida das empresas dos transportes é avassaladora”, sublinhou.

“O endividamento do sector público dos transportes entre 2000 e 2010 tem vindo a aumentar de forma gradual mas muito consistente, subindo cerca de seis mil milhões em 2000 para cerca de 17 mil milhões e a subir actualmente”esclareceu. As “dívidas insustentáveis se nós não fizéssemos nada” afirmou “teríamos dezenas de milhares de postos de trabalho perdidos. Isso é uma coisa que nós não vamos aceitar e por isso mesmo a alteração estrutural destas empresas está em curso”.

A fusão das empresas é para Álvaro Santos Pereira “absolutamente essencial para evitar o desperdício, para evitar a duplicação de esforços e para permitir uma redução de custos que possa evitar um aumento desmesurado dos preços dos transportes. A fusão das empresas públicas no Porto e em Lisboa que já foi anunciada é uma tentativa e uma garantia de termos empresas mais saudáveis para garantir transporte e serviço público”.




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