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Abertis poderá lançar OPA sobre a Brisa caso o Grupo Mello venda

A Liberum Capital, que tem uma recomendação de "compra" para a Brisa, acredita que a Abertis poderá lançar uma OPA, caso o Grupo Mello - maior accionista da concessionária - decida vender a sua participação. A casa de investimento avalia as acções da Bris

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2008 às 01:40
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A Liberum Capital, que tem uma recomendação de "compra" para a Brisa, acredita que a Abertis poderá lançar uma OPA, caso o Grupo Mello - maior accionista da concessionária - decida vender a sua participação. A casa de investimento avalia as acções da Brisa em 11,5 euros.

Numa nota de "rearch", a casa de investimento explica que avalia as actuais concessões da Brisa e a sua participação na CCR em 11,5 euros por acção", o que, face à cotação de fecho de ontem, representa um potencial de valorização de 15,9%. "As potenciais novas concessões nos próximos cinco anos poderão facilmente adicionar 2,5 euros a esse valor", sublinha a mesma fonte.

A Liberum Capital acredita que as infraestruturas de auto-estradas são um dos mercados de maior crescimento do mundo, cuja dependência dos privados está a aumentar, e "esperamos que a Brisa cresça mais, quer em Portugal, quer a nível internacional".

"Também acreditamos que já que a Abertis adquiriu mais 4,6% da Brisa no ano passado para os actuais 14,6%, possa tentar um OPA caso o Grupo Mello, maior accionista da Brisa, decida vender".

A casa de investimento relembra ainda que o tráfego da Brisa tem sido "pobre" durante muitos anos devido ao fraco crescimento do PIB nacional e à concorrência da Costa de Prata. No entanto, esses factores "estão a mudar com as estimativas do PIB a melhorarem para 2,1% e para 2,2% em 2008 e 2009, respectivamente, contra a média de 1,2% entre 2005 e 2007".

Brisa está protegida da crise porque não precisa de financiamento até 2011

A Brisa pode também beneficiar de uma queda nos juros. "O declínio de 100 pontos base na taxa de juro de referência aumentaria o valor das acções da Brisa em cerca de 12%", explica a Liberum.

A mesma fonte acredita mesmo que, com os recentes dados económicos na Europa a sugerirem que o crescimento está a abrandar, a Brisa "será uma das principais beneficiadas com este cenário económico". Para além de que está "razoavelmente protegida da crise recente no mercado de crédito porque não tem necessidade de financiamentos até 2011"

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