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ACAP: Vendas de automóveis devem crescer 3,9% em 2014 (act)

A Associação Automóvel de Portugal prevê um crescimento de 3,9% nas vendas de automóveis ligeiros em 2014.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2014 às 14:13
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A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) prevê um crescimento de 3,9% nas vendas de automóveis em 2014, traduzindo-se assim num total de 129 mil veículos. "A previsão que fazemos para 2014 (...) é de que o mercado poderá crescer na ordem dos 3,9%", afirmou Jorge Rosa, presidente da instituição, numa conferência de imprensa em Lisboa.

 

"Há muitas variáveis, que têm de ser tidas em conta. A evolução económica no País e na Europa não é de somenos importância. Com os dados que a associação tem neste momento, com os 'inputs' que recebemos das marcas, o crescimento que apontamos para o ano de 2014 situa-se na ordem dos 3,9%", acrescentou o presidente da ACAP.

 

Esta segunda-feira, 3 de Fevereiro, foram revelados os dados relativos ao primeiro mês de 2014.

A previsão que fazemos para 2014 (...) é de que o mercado poderá crescer na ordem dos 3,9%.
 
Jorge Rosa
Presidente da ACAP

Estes números apontam para um crescimento próximo de 32% na venda de automóveis em Portugal em Janeiro.

 

À margem da conferência de imprensa, Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP, assinalou que "o mercado automóvel ainda não recuperou da grave recessão" de 2009 e da queda registada em 2012. "O crescimento que temos tido é comparável com o período homologo mas permanece cerca de 30% abaixo daquilo que é o volume normal de mercado para o nosso País. É esse número que importa de facto reter", destacou Hélder Pedro. 


Quando questionado sobre o crescimento de Janeiro de 2014, o responsável defendeu que o facto de "indicadores como o índice de confiança das famílias e das empresas estarem a recuperar paulatinamente" ajuda a explicar esta evolução. Além disso, os sinais do consumo interno para este ano e uma evolução menos negativa da taxa de desemprego, podem ser importantes para o sector.

 

Durante a conferência de imprensa, os responsáveis assinalaram que o sector continua a atravessar um período negativo e que para superar esta situação é necessário que as vendas atinjam as 150 mil unidades. "Pensamos que se se mantiverem as perspectivas de recuperação da economia, [esse valor não será atingido] antes de 2016", afirmou Hélder Pedro.

 

Reintrodução do incentivo ao abate

 

O grupo de trabalho que a associação tinha em 2003 foi "reactivado". A associação participou num grupo de trabalho na Assembleia da República  onde apresentou três pontos principais: a reintrodução do incentivo ao abate de veículos no fim de vida, a criação de um grupo de trabalho para a fiscalidade automóvel no ministério das Finanças e uma linha de crédito específica para as empresas do sector.

 

A ACAP estima que a renovação do programa de incentivos ao abate pode permitir aos cofres do Estado uma receita de 50 milhões de euros, contando que são abatidos 15 mil veículos. Além disso, permitiria uma poupança energética de 3,2 milhões de litros de combustível por ano, o que equivale a 33.200 barris de petróleo. 

 

(Notícia actualizada às 14h58)

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