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Accionistas da Ahold decidem alterações a «corporate governance»

Os accionistas da holandesa Ahold, gigante do retalho que controla 49% da Jerónimo Martins Retalho, decidem hoje sobre uma série de alterações a introduzir na empresa, de modo a adaptá-la ao novo código de «corporate governance» do Governo holandês.

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 03 de Março de 2004 às 16:27
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Os accionistas da holandesa Ahold, gigante do retalho que controla 49% da Jerónimo Martins Retalho, decidem hoje sobre uma série de alterações a introduzir na empresa, de modo a adaptá-la ao novo código de «corporate governance» do Governo holandês.

Na reunião extraordinária desta tarde, os accionistas irão votar sobre alterações aos regulamentos da empresa relacionados com a transparência das actividades, que lhes dará maior peso na escolha de membros da administração e nas grandes decisões da Ahold.

«As propostas colocadas perante vós permitem uma significativa melhoria da transparência e um aumento do poder dos accionistas da Ahold. Colocam a Ahold na linha da frente do governo de sociedades na Holanda», afirmou o presidente da empresa, Anders Moberg, na abertura da reunião, de acordo com o comunicado hoje enviado ao mercado.

O novo código de «corporate governance» – governo de sociedades – dos Países Baixos foi criado na sequência de um escândalo contabilístico envolvendo a própria Ahold. Entre 2000 e 2002 a empresa terá alterado as contas, anunciando receitas superiores às reais em mil milhões de dólares (825,53 milhões de euros).

O documento estabelece limites para os salários e prémios dos administradores, aumenta o poder dos accionistas sobre as decisões da administração e retira algumas das defesas legais acerca de aquisições.

No seu discurso aos accionistas, o presidente da Ahold assegurou que a empresa vai trabalhar com as autoridades holandesas e norte-americanas – que também lançaram um inquérito às contas da empresa – de modo a terminar a investigação o mais rapidamente possível.

«Vamos continuar a colaborar totalmente com as investigações que decorrem. Estamos determinados em que este processo chegue ao fim com um resultado que proteja os interesses dos accionistas. Vamos aguardar até que sejam revelados os resultados da investigação antes de apresentar uma resposta», disse.

Anders Moberg referiu ainda que este processo custou à Ahold mais de 100 milhões de euros em despesas de aconselhamento legal e contabilístico, e que por isso a empresa «não quer estar nesta situação novamente».

As acções da Ahold seguiam a cair 0,27% para os 7,30 euros.

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