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Accionistas da Inapa vão decidir desblindagem de estatutos

A administração da Inapa vai propor, em assembleia geral a realizar no final deste mês, a desblindagem de estatutos para eliminar as restrições de direitos de voto, actualmente limitados a 15%. José Morgado, CEO do grupo, admitiu que a participação de 30%

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 07 de Maio de 2007 às 19:15
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A administração da Inapa vai propor, em assembleia geral a realizar no final deste mês, a desblindagem de estatutos para eliminar as restrições de direitos de voto, actualmente limitados a 15%. José Morgado, CEO do grupo, admitiu que a participação de 30% do Estado pode ser alienada por "venda directa".  

Em conferência de imprensa hoje realizada para apresentação dos resultados anuais de 2006 e trimestrais (Janeiro a Março de 2007), e para revelar o plano estratégico para 2010, José Morgado, presidente executivo do grupo (na foto), justificou a desblindagem dos estatutos da Inapa por vontade da administração em cumprir com o regulamentos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A AG de 30 de Maio da Inapa irá avaliar não só esta questão, como a reestruturação do capital da empresa, que sofrerá uma "operação harmónio", e também a alteração do governo societário da companhia de distribuição de papel.

Além da criação da comissão executiva, que desde alguns meses é assegurada por José Morgado, ficando Vasco Pessanha como presidente do conselho de administração, será proposta a substituição do actual conselho fiscal por uma comissão de auditoria.

Venda da participação do Estado sem data marcada

O Estado, maior accionista de referência da Inapa, através da Parpública, com 30% do capital (o mesmo percentual que está disperso no mercado de capitais), já deu "indicação de princípio" de que irá participar no aumento de capital no âmbito da reestruturação já anunciada pela administração. O segundo maior accionista da Inapa, o grupo BCP, que detém 22% do capital da companhia, também já deu a mesma indicação de concordância com a reestruturação de capital, garantiu o mesmo administrador.

Já sobre a alienação do capital ainda detido, e que o actual Governo chegou a incluir no Orçamento do Estado dos últimos dois anos como "privatização" a efectuar em 2006 ou 2007, José Morgado adiantou que a última indicação pública que teve da tutela, designadamente do secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, é que "não há prazo" para a operação. O "Estado não tem pressa", acrescentou.

Questionado na conferência de imprensa sobre se a venda da tranche de capital na posse da Parpública, José Morgado admitiu que "pode ser uma venda directa, desde que seja cumprido o código da CMVM".

As acções da Inapa fecharam a valorizar 0,43% para 2,36 euros.

 

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