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Acções do BPI sofrem maior queda diária em quase 10 anos

As acções do Banco BPI fecharam a perder mais de 9%, a maior desvalorização diária desde 1 de Outubro de 1998, com os investidores a incorporarem que o banco vai aplicar um desconto elevado no preço do aumento de capital de 350 milhões de euros. As acções

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 10 de Março de 2008 às 17:11
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As acções do Banco BPI fecharam a perder mais de 9%, a maior desvalorização diária desde 1 de Outubro de 1998, com os investidores a incorporarem que o banco vai aplicar um desconto elevado no preço do aumento de capital de 350 milhões de euros. As acções corrigiram também ganho de 18% atingido na semana passada.

As acções abriram em forte queda, chegando a cair 11,2% para 3,33 euros, acabando por fechar a valer 3,38 euros com uma desvalorização de 9,87%.

Esta foi a maior queda diária desde 1 de Outubro de 1998, dia em que o PSI-20 afundou mais de 9% devido à crise asiática. Nesse dia as acções do BPI afundaram 11,96% para um preço ajustado de 2,6949 euros.

Na passada sexta-feira os títulos somaram mais de 5%, na primeira sessão após ter sido conhecido o valor do aumento de capital de 350 milhões de euros. No conjunto da semana passada as acções subiram mais de 18%, o que representa o maior ganho semanal desde a OPA do BCP, há dois anos atrás.

Hoje corrigiram esse ganho, depois dos analistas terem estimado que o banco vai ter que aplicar um desconto elevado para colocar o aumento de capital.

A queda de hoje reduziu a capitalização bolsita do BPI para 2,59 mil milhões de euros e aumentou a queda anual dos títulos para 36,94%. O mínimo anual das acções foi fixado a 12 de Fevereiro nos 3 euros.

A operação ainda tem de ser aprovada em assembleia geral, pelos accionistas, e não há ainda "timing", nem preço, para a colocação dos novos títulos do BPI em bolsa. O valor do aumento de capital não surpreendeu os analistas que apresentam já estimativas para qual o desconto que a aplicar aos títulos. A UBS estima um "bónus" de 15% face ao valor de fecho das acções na sessão de quinta-feira, dia em que foi revelado o valor do financiamento.

Este desconto levaria as novas acções do BPI para um valor de 3,03 euros, sendo que a JPMorgan, numa nota emitida horas antes do anúncio do banco, realizou vários cenários, atribuindo, no pior deles, um desconto de 30% às acções que o banco liderado por Fernando Ulrich se prepara para emitir, ou seja, os novos títulos seriam colocados no mercado a 2,49 euros.

Assumindo a dedução estimada pela UBS, de 15%, o BPI poderá emitir um total de 115 milhões de novos títulos, que se juntarão aos 760 milhões já existentes. Com o aumento de capital, os lucros por acção sofrerão uma diluição de 8%.

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