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Acesso das operadoras à rede da Visabeira na mira da Anacom

O regulador do sector demonstrou preocupação com a baixa utilização da rede de nova geração da Fibroglobal, da Visabeira, apoiada por fundos comunitários.

João Confraria, administrador da Anacom, revela que o regulador vai proferir em breve a decisão sobre as ligações por cabos submarinos às ilhas.
Pedro Elias/Negócios
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 29 de Setembro de 2016 às 12:22
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O acesso das operadoras à rede de nova geração da  Fibroglobal, da Visabeira, está a ser analisado pela Anacom. A  atribuição da infra-estrutura foi feita através de um concurso público em 2010, tendo tido, por isso, apoio de fundos públicos.

 

Como apontou a directora jurídica da Nos, Filipa Carvalho, a rede da Visabeira, antiga accionista da PT, só está a ser utilizada pela Meo. "É curioso que a  Nos e a Vodafone não consigam usar a rede. Os avanços que têm sido dados são manifestamente insuficientes", criticou durante o congresso da APDC que está a decorrer esta quinta-feira, 29 de Setembro, em Lisboa.

 

A rede da Fibroglobal "é quatro vezes mais cara do que a rede da DST", adiantou a responsável da Nos, defendendo que tal "implica uma reflexão séria por parte da Anacom".

 

A DST Telecom foi outra das vencedoras do mesmo concurso para outras zonas do país e esta rede é utilizada pela Nos e pela Vodafone.

 

Em resposta a estas críticas, o administrador da Anacom, João Confraria (na foto), confessou que "é uma preocupação que nós partilhamos".

 

A rede "resultou de um concurso público" e já fizemos sentir essa preocupação em sede própria e à própria Fibroglobal. Preocupa-me que uma rede que foi feita com fundos públicos não esteja a ser usada de uma forma mais global", reforçou.

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