Transportes Acordo para o porto de Setúbal falha. Governo responsabiliza sindicato

Acordo para o porto de Setúbal falha. Governo responsabiliza sindicato

O Ministério do Mar acusa os representantes sindicais por preferirem discutir a situação de Leixões e Sines do que resolver o problema dos trabalhadores de Setúbal. "O Governo não vai tomar parte numa guerra entre sindicatos", avisa.
Acordo para o porto de Setúbal falha. Governo responsabiliza sindicato
Rui Minderico/Lusa
Maria João Babo 30 de novembro de 2018 às 18:15

O Ministério do Mar lamentou esta sexta-feira não ter sido possível um acordo para resolver a greve dos estivadores no porto de Setúbal, responsabilizando os representantes sindicais porque "em vez de discutirem a situação dos seus trabalhadores de Setúbal preferiram discutir a situação nos portos de Leixões e Sines".

 

Numa nota à comunicação social, o gabinete de Ana Paula Vitorino salienta que "precariedade no porto de Setúbal podia ter acabado hoje", já que "nestes três dias todas as partes concordaram em alterar o regime laboral no porto de Setúbal acabando com a precariedade".

Segundo refere, todas as partes concordaram em fixar quadros permanentes e aceitaram as principais condições contratuais, assim como concordaram e aceitaram a intervenção da Administração Portuária e do IMT. "Conseguimos mesmo garantir que os operadores, publicamente, revissem as suas condições aumentando as vagas inicialmente oferecidas", afirma.


Para o Ministério, "perante isto, e objectivamente, não havia razão nenhuma para que os trabalhadores não tivessem a sua situação regularizada já hoje e pudessem passar um natal mais descansado. Mas isso não foi possível".


Ana Paula Vitorino responsabiliza assim os representantes sindicais dos estivadores por "em vez de resolverem o conflito de Setúbal insistem em criar conflitos em portos onde não existem conflitos e onde não têm uma representação significativa".


"Para que fique claro, o Governo não pode, nem vai tomar parte numa guerra entre sindicatos. E lamentamos que os trabalhadores de Setúbal estejam a ser utilizados pelos seus representantes como moeda de troca para uma luta de poder sindical", afirma o Ministério do Mar.




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