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Acordo FC Porto/Meo: Cinco dúvidas por esclarecer

O jogo do FC Porto contra o Sporting vai marcar o regresso da Meo às camisolas dos clubes de futebol. Os restantes pormenores do contrato serão divulgados em Janeiro. Veja as questões que estão por esclarecer.

9 - Liga portuguesa. Preço médio dos bilhetes: 36,33 dólares (32,67 euros)
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 28 de Dezembro de 2015 às 15:30
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A dona da Meo, a Altice, assegurou os direitos de transmissão dos jogos do FC Porto e do Porto Canal. E garantiu ainda a publicidade na camisola do clube bem como a gestão comercial da publicidade no estádio do Dragão pelo valor total de 457,5 milhões de euros num prazo máximo de 12 anos. No entanto, há questões que ficaram por esclarecer, devendo ser respondidas pela PT e pelo FC Porto em Janeiro.

Quanto vai receber o FC Porto no imediato?

O acordo entre a Altice, dona da PT Portugal desde Junho, e o FC Porto foi anunciado no domingo, não havendo muitos detalhes sobre o mesmo. O contrato inclui os direitos da transmissão dos jogos em casa do Porto a partir de 1 de Julho de 2018, data em que termina o contrato que o clube tem com a PPTV, empresa de Joaquim Oliveira, cujos direitos foram revendidos à Sport TV. O acordo assegura ainda a distribuição do Porto Canal e o patrocínio à equipa azul e branca a partir de 1 de Janeiro de 2016, bem como a gestão comercial da publicidade do estádio do Dragão, a partir de 2018. De momento, só é conhecido o valor global do acordo que pode chegar a 457,5 milhões de euros num prazo máximo de 12 anos. O plano de pagamento e a divisão do valor pelas diferentes rubricas do acordo ainda não é conhecido.

Onde vão ser transmitidos os jogos do FC Porto?

Até Junho de 2018 os jogos em casa do Porto vão continuar a ser transmitidos na Sport TV. A partir de Julho do mesmo ano, a Altice passa a deter os seus direitos e poderá optar por transmitir as partidas no Porto Canal. Como a dona da Meo está a negociar a compra dos direitos televisivos de outras equipas de futebol portuguesas poderá, até, lançar um canal de desporto, como tem em França. A Altice tem estado a negociar com outros clubes, tendo chegado a um acordo de princípio com o Boavista e estará em negociações avançadas com o Belenenses e o Vitória de Guimarães.

O Porto Canal vai ser exclusivo da Meo?

A Meo vai passar a ser responsável pela distribuição do Porto Canal já a partir do dia 1 de Janeiro, durante um máximo de 12 épocas e meia. De acordo com informações recolhidas pelo Negócios, o acordo é semelhante ao da Nos com o Benfica, que implica a exclusividade da BTV. Ou seja, a PT vai ficar com a exclusividade dos direitos de distribuição do Porto Canal, podendo depois vender os mesmos às outras operadoras. Apesar deste acordo entrar já em vigor no dia 1 de Janeiro, ainda não são conhecidos os planos da Meo para o canal. Actualmente o Porto Canal, que passou a ser controlado pelo FC Porto em Julho deste ano tendo a Medialuso como sócia minoritária, é distribuído em todas as plataformas sem pagamento adicional (não é canal "premium"). A permanência do Porto Canal nas outras plataformas deverá estar assegurada. Quanto a tornar-se "premium", esse cenário não deverá acontecer pelo menos até Julho de 2018, caso a Meo opte por começar a transmitir os jogos do Porto neste canal.

Qual vai ser a estratégia da gestão da publicidade do clube?

O acordo assinado entre a Altice a o FC Porto inclui ainda a gestão comercial da publicidade do estádio do Dragão a partir de 1 de Julho de 2018. Até agora, o espaço era gerido pela PPTV. Este acordo não significa que as bancadas do estádio serão cobertas com publicidade à marca Meo. Na prática, a PT Portugal passará a gerir a venda dos espaços publicitários a futuros interessados, como a PPTV faz à data. Quanto ao patrocínio da camisola dos dragões, será visível já no próximo dia 2 de Janeiro no jogo contra o Sporting e terá a duração máxima de sete épocas e meia.

O acordo acaba de vez com a centralização dos direitos desportivos?

Se o acordo entre a Nos e Benfica representava um obstáculo para o modelo de centralização dos direitos de TV, o contrato entre a PT e o Porto dita praticamente o fim do projecto da Liga Profissional de Futebol desenhado por Pedro Proença. Como o Negócios noticiou, a Liga tinha um plano que previa que os clubes de futebol encaixassem 150 milhões de euros, todos juntos, em direitos televisivos por época. Um plano que entretanto ficou desactualizado com os recentes acordos entre a Nos e o Benfica e a PT e o FC Porto.

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