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Actividade no estrangeiro representará metade das receitas do Banco Finantia

O Banco Finantia vai continuar a centrar a sua actividade também no exterior, contando reforçar o peso daqueles mercados estrangeiros nas receitas para 50% do global, disse ao Canal de Negócios, António Guerreiro que admite crescer por aquisições no merca

Bárbara Leite 18 de Dezembro de 2003 às 11:36
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O Banco Finantia vai continuar a centrar a sua actividade também no exterior, contando reforçar o peso daqueles mercados estrangeiros nas receitas para 50% do global, disse ao Canal de Negócios, António Guerreiro que admite crescer por aquisições no mercado espanhol.

No II Fórum da Banca, Guerreiro afiançou que o banco por si liderado está dependente da estratégia internacional. O banco começou no Brasil e Espanha. Depois comprou subsidiárias em Londres e Nova Iorque, estando hoje presente em 12 países diferentes e detendo 25% da sua força de trabalho no exterior.

O Finantia está presente na banca de investimento e no financiamento especializado em países como Portugal, Espanha, Estados Unidos, Brasil, Itália, Alemanha, entre outros.

Actualmente, o exterior representa 30 a 40% das receitas do banco. A prazo, o objectivo é que «o exterior corresponda a 50% das nossas receitas, com o aumento da presença em Espanha», reforçou António Guerreiro.

A presença em Espanha ganhou dimensão quando o banco, em 2001, adquiriu uma instituição financeira e uma corretora (Esfinge e Inverbolsa). Posteriormente, a instituição nacional lançou-se, em Barcelona, no financiamento automóvel e na banca «personal».

O aumento das operações em Espanha poderão decorrer de novas aquisições que o grupo não afasta. «Poderemos realizar aquisições, desde que os “targets” sejam interessantes e sempre dentro dos nossos negócios».

Para financiar estas eventuais compras em Espanha, Guerreiro admitiu ao Canal de Negócios (www.negocios.pt) que possa ser necessário reforçar o capital, através de um aumento de capital. «Depende da dimensão da instituição», realçou a mesma fonte.

Como objectivo estratégico o banco definiu também a obtenção de uma rendibilidade dos capitais próprios (ROE) acima dos 20%.

Lucros este ano acima de 2002 apesar de conjuntura

Para o conjunto de 2003, o Banco Finantia estima apresentar um crescimento nos lucros face ao ano anterior, apesar da conjuntura económica depressiva.

Em 2002, o banco registou resultados líquidos de 21 milhões de euros e no primeiro semestre deste ano, os lucros do grupo atingiram os 12,2 milhões de euros.

«Espero manter a mesma performance do primeiro semestre no segundo e alcançar melhores resultados do que em 2002», referiu António Guerreiro.

No primeiro semestre deste ano, segundo os dados do Finantia, este banco ocupava o sétimo lugar do «ranking» dos bancos privados portugueses, atrás do Finibanco, do BPN, do Banif, Banco BPI, BES e do líder BCP, com um activo líquido de mil milhões de euros, uma situação líquida de 131 milhões de euros e um ROE de 18,6%.

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