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Activos imobiliários vão continuar a desvalorizar este ano em Portugal

Os proprietários de grandes imóveis terão de ceder ainda mais para conseguirem vender os seus activos este ano. "Para Junho estamos à espera de uma nova subida das "yields" [taxas de retorno] e de uma descida dos valores dos activos", disse ontem a directora de "research" da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, Marta Leote.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2009 às 00:01
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Os proprietários de grandes imóveis terão de ceder ainda mais para conseguirem vender os seus activos este ano. "Para Junho estamos à espera de uma nova subida das 'yields' [taxas de retorno] e de uma descida dos valores dos activos", disse ontem a directora de 'research' da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, Marta Leote.

Em tempo de escassez de capitais, a subida das 'yields' é quase uma certeza no mercado imobiliário, para premiar os investidores que arriscam o seu dinheiro. Ao mesmo tempo, ao oferecer ao comprador uma maior taxa de retorno, o activo desvaloriza-se. E isso já aconteceu em 2008.

Segundo dados ontem relevados pela Cushman & Wakefield, as 'prime yields' (as taxas praticadas nas transacções de activos considerados de topo) subiram de 5,75% para 6,5% no segmento de escritórios, passaram de 5% para 5,75% no retalho (centros comerciais) e cresceram de 7% para 8% no imobiliário industrial. A consultora estima que a correcção em alta das 'yields' será feita este ano com aumentos de 50 pontos-base.

Em 2008 foram transaccionados em Portugal, segundo a mesma fonte, activos no valor de 500 milhões de euros, menos 60% que em 2007. "O valor médio dos negócios é o mais baixo desta década. Situou-se nos 10 milhões de euros", disse Marta Leote, lembrando que por parte dos investidores a tomada de decisão é agora "muito mais demorada e cautelosa".

Para o director-geral da Cushman & Wakefield, Eric van Leuven, "o momento de viragem foi a segunda-feira negra [de 6 de Outubro] em que os fundos alemães decidiram deixar de investir", porque "desde então houve muito poucas transacções".

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