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Actos dos ex-administradores do BCP "não têm carga maléfica e criminosa"

Rogério Alves, advogado de António Rodrigues, considera que se vai provar que os actos dos ex-administradores do BCP "não têm a carga maléfica e criminosa que se lhes pretendiam imputar".

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 27 de Julho de 2010 às 15:55
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Hoje o Tribunal decidiu levar a julgamento quatro ex-administradores do BCP – Jardim Gonçalves, Christopher Beck, Filipe Pinhal e António Rodrigues - manipulação de mercado de falsificação de documentos. E considerou não haver provas para julgar os responsáveis por burla qualificada.

Este facto “pronuncia uma reviravolta neste processo. Vai levar a compreender que se alguma coisa aconteceu foram erros, lapsos e que vai ser difícil imputar às pessoas qualquer intenção de apropriação”.

O objectivo dos arguidos “foi proteger e valorizar as acções do banco. Estamos a começar a colocar na perspectiva correcta que as pessoas não têm responsabilidades e não participaram actos intencionais de encobrimento. Está a começar uma contracorrente que vai permitir perceber o que é que aconteceu e quem fez o quê.”

A defesa alega que as “off shores” surgiram por um erro operacional. Já a juíza não colheu esta tese. “É uma opinião respeitável”, afirmou Rogério Alves, que acrescentou: “a defesa diz que é possível que tenha sido um erro operacional. Temos de ter humildade para perceber se sim ou não”.

“O tribunal abriu o caminho que vai demonstrar que os actos não têm a carga maléfica e criminosa que se lhes pretendiam imputar. Estamos na senda para chegar à descoberta da verdade.”

Rogério Alves adiantou que o Ministério Público ainda vai reflectir se recorre ou não sobre a decisão da juíza que exclui a acusação de burla qualificada.

Rogério Alves acredita que se não houver recursos até ao final do ano se poderá saber quando começa o julgamento e que este deverá começar no início do próximo ano.

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