Transportes Administração da CP prepara-se para apresentar a demissão

Administração da CP prepara-se para apresentar a demissão

O Público avança que a equipa liderada por Carlos Nogueira, em funções há pouco mais de um ano, vai abandonar os comandos da empresa ferroviária, que neste momento atravessa uma crise operacional.
Administração da CP prepara-se para apresentar a demissão
Carlos Nogueira substituiu Manuel Queiró na presidência da CP em Julho de 2017.
Bruno Simão
Negócios 07 de agosto de 2018 às 09:00

O conselho de administração da CP - Comboios de Portugal vai apresentar a demissão, numa altura em que vários problemas reportados na operação ferroviária já levaram a oposição a falar numa "situação de colapso".

 

A notícia é avançada pelo jornal Público esta terça-feira, 7 de Agosto, que escreve também que o Governo já está à procura de uma nova equipa para substituir Carlos Nogueira, Abrantes Machado e Ana Malhó, que a 1 de Julho de 2017 sucedera à administração liderada por Manuel Queiró.

 

O Negócios já questionou o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas sobre estas informações, aguardando ainda resposta por parte da tutela liderada por Pedro Marques.

 

O serviço da CP tem estado debaixo de fogo nas últimas semanas devido à supressão de comboios, às alterações nos horários em várias linhas – Norte, Cascais, Sintra e Oeste – e à falta de manutenção e de condições de conforto das composições, incluindo nos serviços de longo curso, como o Alfa Pendulares e Intercidades.

 

Apesar destes problemas, que já motivaram acusações ao Governo por parte da oposição, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d'Oliveira Martins, disse à Lusa que "não há colapso nenhum, o que acontece são opções por parte da CP para garantir que há condições de transporte dignas e de qualidade".

 

"Há uma ideia errada de que não há comboios suficientes e que os passageiros estão a perder qualidade de serviço", frisou o governante, contrariando o coordenador da Comissão de Trabalhadores da CP, José Reizinho, que lamentara "a falta de investimento" e que a empresa não tenha "capacidade de resposta, nem recursos humanos suficientes, provocando a degradação do sector ferroviário".




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