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Administração da Autoeuropa reunida após veto por parte dos trabalhadores

A direcção da Autoeuropa está neste momento reunida, após o veto de ontem dos trabalhadores ao pré-acordo laboral proposto pela Administração da fábrica de Palmela, adiantou fonte oficial da companhia, ao Negócios.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 08:37
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A direcção da Autoeuropa está neste momento reunida, após o veto de ontem dos trabalhadores ao pré-acordo laboral proposto pela Administração da fábrica de Palmela, adiantou fonte oficial da companhia, ao Negócios.

Após a decisão de ontem votada por 51,6% dos trabalhadores que votaram contra o pré-acordo proposto pela Administração da Autoeuropa, as reuniões continuam.

Fonte oficial da companhia adiantou ao Negócios que “a direcção está reunida e ainda durante a manhã haverá uma reunião com a comissão de trabalhadores”.

A Autoeuropa fará uma comunicação à imprensa no final destes dois encontros.

O pré-acordo, anunciado a 5 de Junho, pr evia uma redução do pagamento do trabalho extraordinário em seis sábados por ano como forma de aumentar a flexibilidade laboral para enfrentar a crise do sector automóvel. “Não sabemos como é que as coisas vão evoluir agora”, contou a mesma fonte ao Negócios.

Este pré-acordo alcançado entre a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e a administração implicava que a empresa não fizesse despedimentos por redução da produção. A empresa poderia estabelecer sábados de produção, mas dentro de alguns limites: máximo de 6 sábados por ano, e por trabalhador, no máximo dois por mês e apenas no turno da manhã.

Por cada sábado trabalhado, o funcionário receberia oito horas em dinheiro e acumularia seis horas positivas. O total de saldos positivos seria pago com o salário de Dezembro.

Para os trabalhadores afectados pelos dias de não produção (os “down days”), por cada sábado trabalhado o funcionário teria direito a oito horas em dinheiro e a seis horas de compensação a abater no saldo negativo.

Recorde-se que a empresa do grupo Volkswagen aludiu recentemente que os carros que são feitos em Palmela podem ser facilmente fabricados noutro lugar.

A Autoeuropa é a maior fábrica do país e conta com perto de 3.000 empregados directos.

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