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Administradores da SAD do Boavista demitem-se em bloco

Os membros da Administração da SAD do Boavista vão hoje apresentar a renúncia aos cargos em bloco, revelou o presidente da sociedade "axadrezada", nona classificada da Liga de futebol.

Negócios com Lusa 06 de Maio de 2008 às 18:09
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Os membros da Administração da SAD do Boavista vão hoje apresentar a renúncia aos cargos em bloco, revelou o presidente da sociedade "axadrezada", nona classificada da Liga de futebol.

Segundo Álvaro Braga Júnior, os administradores Manuel Barbosa e Adelina Trindade Guedes vão acompanhá-lo na renúncia, que tem como fundamento "razões de ética e dignidade para com os jogadores e restantes elementos do departamento de futebol", que continuam com salários em atraso.

O presidente do clube, Joaquim Teixeira, que nos últimos dias esteve ausente alegadamente por razões médicas, ainda não tinha sido oficialmente informado da decisão tomada pelos administradores da SAD quando Álvaro Braga Júnior a comunicou aos jornalistas.

O pedido de renúncia será ainda hoje formalizado junto dos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal da SAD, mas os administradores vão continuar em funções até ao final de Junho, de acordo com o previsto no Código das Sociedades Anónimas.

O Boavista, que domingo visita o segundo classificado Sporting na 30ª e última jornada da Liga, vive uma grave crise financeira e devia ter pago até segunda-feira os salários em atraso aos futebolistas, mas a regularização dos ordenados acabou por ser adiada para hoje, devido à folga do plantel, e voltou a não acontecer.

Em causa estão os salários de Março e 60 por cento dos vencimentos de Dezembro, mas em 08 de Maio, quinta-feira, vencem os ordenados relativos ao mês de Abril.

Em meados de Abril, os jogadores chegaram a ameaçar fazer greve ao jogo em casa com o Nacional, intenção que não chegou a concretizar-se depois de um acordo entre o plantel e responsáveis do clube.

O acordo foi estabelecido na véspera do jogo, numa reunião em que esteve presente o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista, e teve como base o compromisso de que um primeiro mês de salários em atraso seria pago de imediato, o que aconteceu, e os restantes seriam liquidados até 05 de Maio.

Com um passivo em redor dos 100 milhões de euros, nos dias anteriores o Boavista vivera na expectativa de receber uma injecção de quase 40 milhões de euros, mas o alegado investidor Sérgio Silva revelou-se um logro e acabou por ser constituído arguido por suspeitas de tentativa de burla e falsificação de documentos.

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