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AG da Cimpor elege Bayão Horta para presidente; Secilpar e Holcim impugnam (act3)

A Assembleia Geral de accionistas da Cimpor elegeu hoje a lista proposta pela Teixeira Duarte para o Conselho de Administração da Cimpor, sendo Bayão Horta nomeado presidente da cimenteira. A Secil e a Holcim vão impugnar a AG.

Bárbara Leite 31 de Julho de 2001 às 14:20
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(actualiza com declarações do responsável da Holcim) A Assembleia Geral de accionistas da Cimpor elegeu hoje a lista proposta pela Teixeira Duarte para o Conselho de Administração da Cimpor, sendo Bayão Horta nomeado presidente da cimenteira. A Secil e a Holcim vão impugnar a AG.

Os representantes da Secil e da Holderbank, agora designada Holcim, confirmaram aos jornalistas que vão pedir a impugnação desta AG. «Vamos pedir a impugnação amanhã», disse o representante da cimenteira suíça, Frutuoso de Melo, os jornalistas.

Esta impugnação pode suspender o exercício da gestão da nova administração da empresa, hoje eleita, explicou um jurista ao Negocios.pt.

«Logo que a empresa seja notificada pelo Tribunal (da impugnação da AG), a nova administração suspende as suas funções», disse o representante da Holcim aos jornalistas.

Providência cautelar

A impugnação da Holcim vai ser requerida através de uma providência cautelar, que se irá basear no facto de este accionista considerar que a TD agiu concertadamente com o BCP e a Lafarge, na eleição da nova lista para a eleição do Conselho de Administração, disse Frutuoso de Melo.

A Holcim pretende deste modo que a Teixeira Duarte vote apenas com 10% dos direitos de voto nas assembleias gerais. «Se a Teixeira Duarte tivesse votado com 10%, esta lista não passava», disse Frutuoso de Melo.

A Teixeira Duarte votou com 18% dos direitos de voto da Cimpor na AG de hoje, mais 8% que os limite de 10% dos direitos de voto permitidos pelos estatutos da empresa. A administração da Cimpor foi eleita com 54% dos votos a favor.

Os argumentos a serem utilizados na providência cautelar é que os elementos que integram a lista da administração «são quadros relevantes da Lafarge e do BCP», disse o representante da Holcim.

O mesmo responsável adiantou que esta providência cautelar será accionada só pela Holderbank, estando a Secilpar a preparar a apresentação de outro pedido de impugnação.

Quando accionada uma providencia cautelar, os tribunais demoram em geral dois meses a tomar uma decisão.

54% de votos a favor

A nova administração da Cimpor foi eleita com os votos a favor de 53,83% dos accionistas presentes, ou seja da Teixeira Duarte, do BCP, da Lafarge e outros.

Cerca de 34% dos accionistas presentes, entre eles a Secil e a Holcim votaram contra, enquanto 12% abstiveram-se. O Estado tinha anunciado ontem que ia abster-se na reunião de hoje.

CA com 11 elementos; Accionistas minoritários com um administrador

Bayão Horta foi ministro da indústria dos sétimos e oitavos Governos, sendo actualmente presidente do Conselho Fiscal do BCP.

Na lista para os orgãos sociais da cimenteira apresentada pela Tedal, da Teixeira Duarte, e aprovada pelos accionistas da Cimpor [CIMP], constam dois representantes da Lafarge e um do BCP.

Nesta lista constam Jacques Lefreve e Carlos Angulo, da Lafarge, Manuel Faria Blanc, do BCP e Luís Martins e Jorge Moura, actualmente quadros da Cimpor.

Foram ainda eleitos administradores da Cimpor Pedro Teixeira Duarte, e Manuel Ferreira , Luís Eduardo Barbosa e João Salvador Matias.

Os accionistas minoritários que votaram contra a eleição desta administração, exerceram o direito de eleger um administrador para o CA da Cimpor, substituindo um dos nomes propostos pela Tedal.

O administrador escolhido pelos minoritários foi José Honório, administrador da Secil, tendo substituído Manuel Maria Teixeira Duarte.

O CA da Cimpor, eleito para o período entre 2001 a 2004, será assim composto por onze elementos.

O BCP e a Lafarge detém, cada um, cerca de 10% da Cimpor, enquanto a Teixeira Duarte, depois de ter vencido a privatização da empresa, passou a deter cerca de 28% da empresa, que deixou ontem de ter a presença do Estado no seu capital.

A Cimpor cotava nos 23,13 euros (4.637 escudos), a subir 0,57%.

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