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AGs do Totta e Santander aprovam nova contabilização de encargos com reformas antecipadas

As AG´s do Totta e do Banco Santander Portugal aprovaram por unanimidade contabilizar como reservas livres os encargos com reformas antecipadas, não passando esses encargos pela conta de custos, disse fonte oficial do Santander Portugal ao Negocios.pt.

Bárbara Leite 21 de Agosto de 2001 às 17:43
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As assembleias gerais (AG’s) do Banco Totta e Açores (BTA) e do Banco Santander Portugal aprovaram por unanimidade contabilizar como reservas livres os encargos com reformas antecipadas, não passando esses encargos pela conta de custos, disse fonte oficial do Grupo Santander Portugal ao Negocios.pt.

Ontem, as duas reuniões de accionistas das instituições financeiras do Grupo Santander tinham como único ponto da ordem de trabalhos deliberar sobre a contabilização em reservas livres das responsabilidades emergentes com reformas antecipadas.

Na AG do Totta, este único ponto foi aprovado por 99,32% do capital da referida instituição. Na reunião de accionistas do Santander, 98,1% aprovaram este proposta, adiantou a mesma fonte.

O Grupo Santander determinou deliberar em AG este procedimento após consultar o Banco de Portugal, explicou fonte oficial do grupo ao Negocios.pt.

Segundo uma regulamentação recente do Banco de Portugal, as instituições financeiras poderão levar as responsabilidades com reformas antecipadas a resultados transitados ou a reservas livres.

«Escolhemos levar à consideração dos accionistas este procedimento, em vez que o deliberámos em conselho de administração», sublinhou fonte oficial da instituição financeira.

Com esta regulamentação, os bancos não contabilizam estes encargos financeiros com reformas antecipadas como custos com pessoal.

Fonte oficial do Grupo Santander escusou-se a revelar o montante financeiro envolvido nas reformas antecipadas, referindo, no entanto, que no primeiro semestre foram efectuadas 380 reformas antecipadas.

O montante relativo às reformas antecipadas realizadas no primeiro semestre será, portanto, contabilizado como reservas livres.

Este procedimento permitirá que «os rácios de eficiência sejam comparáveis» no sector, revelou fonte oficial do Grupo espanhol em Portugal ao Negocios.pt.

De acordo com a mesma fonte, nenhum banco vai levar os encargos com reformas antecipadas a custos, facto que levaria à contracção dos indicadores de gestão, sublinhou.

As acções do Banco Santander Central Hispano, na Bolsa de Valores de Lisboa e Porto (BVLP), encerraram nos 9,75 euros (1.955 escudos) a descer 0,1%. Em Madrid, os títulos da instituição bancária recuaram também 0,1% para os 9,60 euros (1.925 escudos).

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