Empresas Água de Monchique suspende produção para modernizar fábrica

Água de Monchique suspende produção para modernizar fábrica

Um ano após a paragem forçada pelo incêndio florestal, a empresa algarvia volta a interromper a produção para substituir linhas de engarrafamento da unidade industrial, num investimento de 7,8 milhões de euros.
Água de Monchique suspende produção para modernizar fábrica
António Larguesa 28 de outubro de 2019 às 10:44

A Sociedade da Água de Monchique, que explora a concessão pública da água mineral daquela região desde 1992, vai interromper a produção até dezembro para concretizar a substituição das atuais linhas de engarrafamento por "novas opções mais modernas" que vão "melhorar a performance da empresa".

 

Em resultado de um investimento de 7,8 milhões de euros para requalificar e modernizar a unidade fabril nas Caldas de Monchique, a empresa algarvia vai mesmo parar mesmo o fornecimento de água ao mercado. Numa nota de imprensa, garante que os garrafões de 5 litros regressam às prateleiras no último mês do ano e os restantes formatos apenas no início de 2020.

 

"Esta paragem vai permitir-nos regressar ao mercado com mais força e maior capacidade de cobertura geográfica. [O investimento] é fundamental para a viabilidade e futuro da empresa. Permitir-nos-á atingir a liderança do mercado da água em Portugal, reforçar a solidez da empresa, aumentar a capacidade de exportação e fazer crescer a nossa marca", resume o CEO da Água de Monchique, Vítor Hugo Gonçalves.

 

Em março, durante uma visita do secretário de Estado da Economia, João Neves, o gestor estimou que este investimento vai mais que dobrar – de 9 mil para 23 mil garrafas por hora – a capacidade de produção na fábrica, onde trabalham mais de três dezenas de pessoas, e permitir também a entrada num novo segmento de mercado: a água engarrafada em vidro.

 

Reclamando uma quota de mercado de 8,2% no final do ano passado, a Sociedade da Água de Monchique reportou lucros de 3,3 milhões de euros no último exercício, apesar de o volume de negócios ter baixado dos 9 milhões registados em 2017 devido à paragem da produção durante dez dias, forçada pelo incêndio que atingiu aquela zona no verão de 2018.




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