Empresas Águas de Portugal colhe menos lucros mas reduz défice tarifário pela primeira vez

Águas de Portugal colhe menos lucros mas reduz défice tarifário pela primeira vez

A Águas de Portugal fechou as contas de 2018 com um registo inferior ao do ano anterior, mas sublinha uma conquista: o défice tarifário foi reduzido pela primeira vez nos 25 anos de existência da empresa.
Águas de Portugal colhe menos lucros mas reduz défice tarifário pela primeira vez
Correio da Manhã
Ana Batalha Oliveira 29 de abril de 2019 às 15:08

O ano de 2018 terminou com a Águas de Portugal a registar um lucro de 87,3 milhões de euros, dos quais 15,5 milhões serviram para abater o défice tarifário pela primeira vez nos 25 anos de história da empresa.

A quebra nos lucros está relacionada com os resultados extraordinários obtidos no exercício anterior, período em que contabilizou "mais-valias pela alienação de participações sociais". Excluindo este efeito, o resultado líquido para 2018 aumentaria 12,5% face ao obtido em 2017.

A quantia amealhada no conjunto do ano espelha a "melhoria significativa dos indicadores chave das operações de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais", com o EBITDA a atingir os 343 milhões de euros, uma subida de 8,4% face ao ano anterior. Também o volume de negócios cresceu, 657,9 milhões de euros, um aumento de 5% em relação a 2017.

No final de 2018, o défice tarifário acumulado era de 650,9 milhões de euros, uma redução de 2,3% comparativamente aos 666,4 milhões de euros no final de 2017. "A tendência de redução de dívida deverá acentuar-se em 2019 atendendo a que no decurso do 1.º trimestre deste ano foram celebrados 31 acordos de regularização de dívida com os municípios, com um valor total de 78 milhões de euros", informa ainda a empresa.

Outro dos números em destaque foi o do nível de investimento, que aumentou 41% para os 133,8 milhões. Os trabalhos realizados durante o ano conduziram à assinatura, em janeiro de 2019, do contrato de parceria pública para a exploração do sistema integrado de abastecimento e de saneamento em baixa do Alto Minho, que servirá cerca de 200 mil habitantes. A exploração pela empresa Águas do Alto Minho deverá arrancar durante o corrente ano.

Já a dívida líquida recuou 5,9% para os 1,8 mil milhões de euros.

"O resultado histórico alcançado com a primeira redução do défice tarifário global do Grupo AdP, a diminuição acentuada do endividamento, a realização de investimentos essenciais no setor da água e a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho marcam o nosso ano", refere João Nuno Mendes, presidente do Grupo AdP - Águas de Portugal, citado no comunicado.




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