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Ahold desvaloriza activos em 3,2 mil milhões

A Royal Ahold, terceiro maior grupo de distribuição mundial que controla 49% da portuguesa Jerónimo Martins Retalho, abateu no balanço 3,2 mil milhões de euros, depois de ter sobreavaliado os seus lucros durante três anos.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 02 de Outubro de 2003 às 11:55

A Ahold prevê que os seus prejuízos sejam «significativamente mais altos» – no âmbito da avaliação das suas contas sob os critérios contabilísticos dos EUA –, do que os 1,2 mil milhões de euros que a empresa anunciou como resultados negativos de 2002, anunciou hoje o grupo holandês em comunicado ao mercado.

Isto será causado essencialmente pelo reconhecimento de um «goodwill» de aproximadamente 3,2 mil milhões de euros, não auditado, dos quais 2,7 mil milhões de euros referem-se à Foodservice, unidade norte-americana do grupo.

A companhia, que em Fevereiro último reconheceu que tinha sobreavaliado os seus lucros durante três anos, em 970 milhões de euros, submeteu ontem as suas contas aos seus financiadores.

A companhia, que tem um valor de mercado de 8,03 mil milhões de euros e possuía uma dívida de 11,6 mil milhões de euros no final de 2002, anunciou perdas líquidas de 1,208 milhões de euros.

A companhia apresentou vendas de 62,7 mil milhões de euros relativas ao ano transacto, menos 10 mil milhões de euros que inicialmente anunciado em Janeiro último. A companhia teve de rever as receitas depois de ter anunciado de forma incorrecta as vendas das participadas Jerónimo Martins Retalho e ICA, a sua «joint-venture» escandinava.

Ontem, a Ahold submeteu as suas contas dos últimos três anos, auditadas, aos seus credores, cumprindo com a data limite determinada pelos bancos para manter o acesso da companhia a uma linha de crédito de 2,65 mil milhões de euros.

«De alguma forma foi um ano perdido, difícil e negativo», defendeu presidente executivo da Ahold, Anders Moberg, no comunicado hoje divulgado. «Com 2002 agora passado, é tempo de avançar» e recuperar valor, acrescentou.

Até meados de Outubro é esperado que Anders Moberg apresente um plano de financiamento aos investidores, anunciou igualmente a companhia.

As acções da Ahold estavam a avançar 6,93%, em Amesterdão, para 8,80 euros, enquanto as da Jerónimo Martins [JMAR] estavam inalteradas nos 6,73 euros.

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