Empresas AIP: Falências de empresas devem-se mais a corte no crédito do que austeridade

AIP: Falências de empresas devem-se mais a corte no crédito do que austeridade

O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP-CCI) defendeu esta quinta-feira, em Castelo Branco, que as falências dos últimos anos devem-se mais à quebra no crédito às empresas do que às medidas de austeridade.
Lusa 26 de setembro de 2013 às 17:50

José Eduardo Carvalho, que esteve na Associação Empresarial da Região de Castelo Branco (Nercab) a apresentar a primeira Convenção Nacional Empresarial "Sobreviver e Crescer", que acontece a 9 de Outubro, no Centro de Congressos de Lisboa, explicou que "a diminuição do 'stock' de crédito concedido às empresas no último ano e meio rondou os 14 mil milhões de euros".

 

Terá sido, na sua opinião, esta situação e não tanto as medidas de austeridade, "a responsável pelo encerramento de 170 mil empresas desde o início da crise mais severa, ou seja, entre Janeiro de 2008 e Junho de 2013".

 

"A desalavancagem da economia fez-se à custa da retracção do crédito às pequenas e médias empresas (PME)", disse Carvalho.

 

São estes e outros problemas reais das empresas, sobretudo as que têm sobrevivido à crise, mais na faixa interior, que serão debatidos numa convenção nacional que, "ao invés dos académicos, pretende ter empresários a falar para empresários, no sentido de, em conjunto, encontrarem caminhos ou apontarem as pistas corretas para que, com o apoio dos teóricos, se encontrem soluções para a sua sobrevivência e crescimento".

 

No evento vãos ser debatidas questões que afectam a competitividade empresarial e as estratégias de gestão; factores que promovam o crescimento da economia e o desenvolvimento empresarial; e será promovido e reforçado o inter-relacionamento entre empresas e o associativismo.

 

António Trigueiros de Aragão, presidente da Nercab, afirma que este tipo de parceria "é fundamental para a missão destes organismos a nível regional, que nesta convenção serão a voz das empresas que têm mais dificuldades e promoverão um debate construtivo".

 

Além do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que é esperado na sessão de abertura desta convenção, que já conta com 1161 inscritos, cada um dos painéis será comentado por quatro ex-ministros da economia, nomeadamente Daniel Bessa, Álvaro Barreto, Joaquim Pina Moura e Luís Mira Amaral. 




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