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AIP e AEP vão fundir-se

Confederação Empresarial de Portugal é o nome da entidade que vai resultar da fusão da Associação Industrial Portuguesa com a Associação Empresarial de Portugal. O acordo foi assinado hoje de manhã, em Lisboa.

João Cândido da Silva joaosilva@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 11:32
Jorge Rocha de Matos, presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP) e José António Barros, líder da Associação Empresarial de Portugal (AEP), assinaram hoje de manhã um acordo para a fusão das duas entidades. O processo é o culminar de largos anos de manifestação de intenções mas de resultados nulos para a junção de duas das mais importantes organizações de representação das empresas portuguesas.

A nova entidade resultante da fusão vai designar-se Confederação Empresarial de Portugal (CEP), organismo criado há cinco anos com o objectivo de funcionar como cúpula das associações de empresas, mas que, na prática, acabou por ter escasso relevo. José António Barros declarou ao Negócios que a fusão irá produzir efeitos imediatos "a nível institucional", seguindo-se um processo, que deverá demorar um ano, destinado a integrar todos os serviços e áreas de negócios da AIP e da AEP, nomeadamente as câmaras de comércio e indústria e os parques e feiras.

No final de Janeiro próximo, haverá eleições para os órgãos sociais da CEP e o acordo assinado entre as duas associações prevê que nem Jorge Rocha de Matos, nem José António Barros serão presidentes da nova organização resultante da fusão. O calendário eleitoral que foi definido visa dar tempo à Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) para proceder à eleição da sua nova direcção, acto que está previsto para o início de 2010, na expectativa de que a liderança que venha a resultar possa decidir por juntar a CIP à nova organização de topo das empresas portuguesas.

A sede da CEP ficará localizada em Lisboa e terá uma um "delegação principal" no Porto. Uma comissão instaladora vai ser nomeada em breve para tratar de todo o processo de fusão entre a AIP e a AEP que, juntas, representarão mais de 200 mil empresas nacionais.
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