Airbus pede "recuperação" aos trabalhadores após arranque fraco em 2026
No primeiro trimestre, a Airbus registou uma quebra de 26% nos lucros, para 586 milhões de euros, penalizada por um número reduzido de entregas de aeronaves.
A Airbus apelou aos trabalhadores para "recuperarem o rumo" após um arranque "fraco" de 2026, advertindo que a fabricante europeia terá de alcançar o melhor segundo semestre da história para cumprir os objetivos anuais.
Numa carta enviada aos trabalhadores e citada pela Bloomberg, o presidente executivo (CEO) da Airbus, Guillaume Faury, classificou como "fracos" os resultados financeiros e o desempenho nas entregas de aviões no primeiro trimestre, defendendo que a empresa terá de "fazer mais em menos tempo".
"O nosso ambiente empresarial não é motivo para reduzir as nossas ambições ou a nossa estratégia: a procura pelos nossos produtos e serviços continua forte", afirmou o responsável, acrescentando que o atual contexto representa "uma oportunidade para abordar as ineficiências e melhorar ainda mais a forma de trabalhar em conjunto".
No primeiro trimestre, a Airbus registou uma quebra de 26% nos lucros, para 586 milhões de euros, penalizada por um número reduzido de entregas de aeronaves.
Entre janeiro e março, a fabricante entregou 114 aviões comerciais, menos 16% do que as 136 unidades entregues no mesmo período de 2025.
Para inverter a situação, Guillaume Faury defendeu a necessidade de acelerar o lançamento de novos produtos e assegurar um serviço ao cliente "impecável".
O CEO identificou ainda três áreas prioritárias de melhoria para ajudar a empresa a cumprir os objetivos definidos para este ano: reforçar o foco nas "prioridades fundamentais" e eliminar atividades que desviem recursos, melhorar a qualidade para evitar falhas que tornam a fabricante "lenta e ineficiente" e aumentar a presença dos trabalhadores nas instalações para quatro dias por semana a partir de setembro, face aos atuais três dias.
Até maio, a Airbus entregou 262 aviões comerciais, cerca de 20 aeronaves acima do registado no período homólogo.
Depois de ter entregue 793 aviões em 2025 - mais três do que a meta inicialmente prevista, entretanto revista em baixa devido a problemas de fornecimento na família A320 - a Airbus estabeleceu agora o objetivo de produzir 870 aviões comerciais este ano.