Comércio Ajustamentos salariais no Pingo Doce custam 34 milhões em dois anos

Ajustamentos salariais no Pingo Doce custam 34 milhões em dois anos

O Pingo Doce procedeu a um reajustamento salarial, concluído em Outubro último, dos seus trabalhadores. Soares dos Santos garante que tal vai ter um custo de 34 milhões.
Ajustamentos salariais no Pingo Doce custam 34 milhões em dois anos
Sara Matos
Alexandra Machado 01 de março de 2018 às 15:00

Pedro Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins, admitiu que o grupo tem sentido uma pressão salarial tanto na Polónia como em Portugal. Na Polónia, afirmou na conferência de imprensa de resultados, tem vagas para preencher, mas num país de quase pleno emprego é difícil o recrutamento.

Em Portugal, a pressão salarial também se fez sentir, admitiu. O grupo garante pagar acima do salário mínimo nacional.

E o ajustamento salarial feito vai ter um custo de 34 milhões de euros em dois anos. "Os resultados [do Pingo Doce] vão baixar, mas achamos que foi correcto", afirmou Pedro Soares dos Santos. 

Um total de 80% dos colaboradores em Portugal foi abrangido. 

O grupo compromete-se, por outro lado, a pagar um prémio aos seus trabalhadores pelos resultados. Pedro Soares dos Santos garante que está provisionado esse prémio, mas ainda não está definido o valor. Para o final do ano prometeu novidades no desejo de ter trabalhadores accionistas da empresa, um desejo que já tinha expressado em 2016 numa entrevista ao Negócios.

Em 2017, o grupo atribuiu prémios aos trabalhadores de 107 milhões de euros. O grupo tem, actualmente, mais de 100 mil colaboradores nas várias geografias.




 




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