Banca & Finanças Ajustamentos na Caixa serão feitos "de forma gradual e ponderada"

Ajustamentos na Caixa serão feitos "de forma gradual e ponderada"

Os sindicatos já sabem que terá de haver uma redução de pessoal no banco estatal. No Parlamento, António Domingues defendeu que os ajustamentos não serão imediatos.
Ajustamentos na Caixa serão feitos "de forma gradual e ponderada"
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 27 de setembro de 2016 às 16:04

Os ajustamentos que têm de ser feitos na Caixa Geral de Depósitos não vão ser feitos de uma forma abrupta, assegurou António Domingues na comissão parlamentar de inquérito.

 

"Ao longo dos próximos anos, de forma gradual e ponderada, [serão feitos] estes ajustamentos", afirmou o novo presidente do banco púbico na audição desta terça-feira, 27 de Setembro.

 

Os sindicatos sabem que a Caixa tem de se reestruturar (aliás, António Domingues deu os exemplos do BPI e BCP para mostrar que a Caixa Geral de Depósitos cortou menos que o sector) e que isso passará pela saída de funcionários.

 

A administração já disse aos trabalhadores que será feita através de rescisões por mútuo acordo ou por pré-reformas e reformas antecipadas e não por despedimentos. Contudo, neste momento, não há um número oficial. O Governo chegou a falar em 2.500 funcionários antes do acordo entre o Estado e a Comissão Europeia mas, neste momento, prossegue um programa de reformas antecipadas que poderá ter impacto neste número.

 

Na intervenção na audição desta terça-feira, convocada por imposição do CDS contra a esquerda, António Domingues explicou que há "pressões" como a "revolução digital que faz com que os clientes tenham mais hábitos diferentes" e que isso mostra que a presença física dos bancos é menos necessária.

 

A equipa de Domingues já abordou um "plano estratégico, que está a ser transformado em plano operacional". A decisão do que constará do plano só será tomada no futuro.

 

A Caixa está autorizada por Bruxelas a ser alvo de uma capitalização de até 5.160 milhões de euros, sendo que o Público já noticiou que 700 milhões desse montante servirá para a saída de funcionários, o que nunca foi confirmado por António Domingues.

 

A comissão de inquérito ao banco público tem como objecto as razões que conduziram à necessidade de capitalização e não à capitalização em si. 




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