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Alemanha tenta dilatar prazos da aplicação das novas regras para os bancos

A Alemanha e os Estados Unidos estão em desacordo em relação ao tempo que deve ser dado aos bancos para se adaptarem às novas regras. O Comité de Basileia reúne no domingo.

Ana Catarina Gonçalves 10 de Setembro de 2010 às 11:14
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A Alemanha e os Estados Unidos estão em desacordo em relação ao tempo que deve ser dado aos bancos para se adaptarem às novas regras para o sistema financeiro do Comité de Basileia, que irá reunir-se no domingo.

A próxima reunião do Comité de Basileia será dominada pelos desentendimentos entre os Estados Unidos e a Alemanha sobre o tempo necessário para a adaptação dos bancos à nova regulação do sector financeiro.

Os EUA defendem que um período de cinco anos é necessário, enquanto o governo alemão opta por uma abordagem mais conservadora, apostando num período de dez anos, noticia a Bloomberg.

“Quanto mais tempo têm [para se adaptarem], menos os bancos serão forçados a aumentar capital e podem, em vez disso, usar os lucros para subirem os níveis de solvabilidade”, afirmou à agência James Wiener, da Oliver Wyman.

O Comité elaborou um conjunto de novas regras, conhecidas como Basileia III, que, segundo notícias recentes, exigem um rácio mínimo de capitais próprios (“Tier 1”) de 6% e uma “almofada de conservação” adicional de 3%. Além destes 9%, os bancos poderão ter que constituir nos tempos de maior crescimento uma “almofada de capital anti-cíclica” de mais 3%, onde poderá admitir-se alguma flexibilização nos momentos de maiores dificuldades na economia.
EUA vs Alemanha
Os EUA defendem que um período de cinco anos é necessário, enquanto o governo alemão opta por uma abordagem mais conservadora, apostando num período de dez anos.


Segundo a agência, apesar de ainda não se ter alcançado um acordo final, o Comité irá manter-se perto destes valores na reunião de 12 de Setembro. Mas de acordo com três pessoas com conhecimento das negociações citadas pela Bloomberg, pode ser levada a cabo uma redução de 0,5% para satisfazer a Alemanha, a que mais se manifesta contra a nova regulação mais apertada.

A maior economia europeia acredita que requisitos de capital mais elevados irão afectar os bancos, tendo em conta que os bancos europeus são menos capitalizados que os dos Estados Unidos, e assim, podem exigir mais fundos sob as novas regras.

A posição da Alemanha é apoiada por apenas alguns países, informa ainda a agência. As regras estão agendadas para entrar em vigor em Janeiro de 2013 e o período de transição irá iniciar-se nessa altura. Se a Alemanha conseguir impor a sua perspectiva, os bancos terão assim 12 anos a partir de agora para se adaptarem às regras.

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