Turismo & Lazer Alojamento local com 13 mil novos registos até Outubro

Alojamento local com 13 mil novos registos até Outubro

São já 34 mil as unidades de alojamento local registadas em Portugal. A secretária de Estado do Turismo garante que o esforço de fiscalização dos ilegais está em marcha.
Alojamento local com 13 mil novos registos até Outubro
Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo 29 de novembro de 2016 às 16:55

A actividade de alojamento local em Portugal registou 13 mil novos registos entre Janeiro e Outubro de 2016. O número foi avançado esta terça-feira, 29 de Novembro, pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

 

O balanço eleva para 34 mil as unidades de alojamento local registadas em Portugal, seguindo o ritmo dos anos anteriores. A designação de alojamento local existe desde 2008, tendo sido alvo de um ajuste na sua lei em 2014.

 

"Diria que se desregulamentou demasiado", admitiu a secretária de Estado face à decisão do anterior Governo.

 

Ana Mendes Godinho reconheceu que "tem havido muitas dificuldades" por parte da ASAE em fiscalizar os estabelecimentos que se encontram em situação ilegal, em parte devido à dificuldade no cruzamento de dados.

 

Contudo, a ASAE "intensificou" a sua acção a partir do segundo semestre, tendo já sido inspeccionadas 500 unidades de alojamento local. Destas, "15% não estavam registadas", informou.

 

No encerramento da apresentação do estudo "Alojamento local – qual fenómeno?" – desenvolvido pela Associação da Hotelaria de Portugal e pela Universidade Nova de Lisboa – a responsável lembrou uma acção conjunta com as plataformas de alojamento como a Airbnb ou a Homeaway.

 

Na prática, os anunciantes em Portugal eram notificados para a necessidade do registo do seu espaço. "Na semana a seguir, os registos explodiram. Muitas vezes o que acontece é falta de informação e de noção", explicou.

 

Ana Mendes Godinho não deixou de lembrar o papel do alojamento local na requalificação urbana, recordando um estudo da AHRESP que dá conta de 10 mil imóveis requalificados devido a este actividade. Os imóveis desocupados ocupam um peso de 40%.

 

"É uma realidade incontornável, que tem procurado", afirmou. Os dados do INE relativos em 2015, que a secretária de Estado do Turismo reconheceu serem deficitários, mostram que 10% das dormidas em Portugal já se deu neste formato de alojamento.

 

Ana Mendes Godinho defendeu ainda a necessidade de se adoptarem políticas públicas no apoio ao arrendamento, para "salvaguardar outros interesses da cidade", rumo a um equilíbrio entre a população residente e turistas.




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