Banca & Finanças Amaral Tomaz suspenso de funções na CGD por três meses

Amaral Tomaz suspenso de funções na CGD por três meses

O ex-administrador do Banco de Portugal foi suspenso temporariamente de funções de administrador não executivo da CGD. A decisão relativa a João Amaral Tomaz deve-se a motivos de saúde.
Amaral Tomaz suspenso de funções na CGD por três meses
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 22 de fevereiro de 2018 às 19:13

João Amaral Tomaz, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, antigo administrador do Banco de Portugal e actualmente no conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos, pediu a suspensão temporária destas últimas funções por motivos de saúde.

 

"A Caixa Geral de Depósitos, S.A. (CGD, S.A.) informa que o Senhor Dr. João José Amaral Tomaz, membro não executivo do conselho de administração da CGD, S.A., eleito para o mandato de 2017-2020, solicitou a suspensão do seu mandato por motivos de saúde", assinala em comunicado à CMVM  a instituição financeira presidida por Paulo Macedo.

 

À luz do Código das Sociedades Comerciais, o órgão de fiscalização de uma sociedade pode suspender administradores quando "as suas condições de saúde os impossibilitem temporariamente de exercer as funções". 

 

Foi isso que aconteceu: "a suspensão do mandato foi concedida pelo conselho fiscal pelo período de 90 dias eventualmente renovável, a contar de 22 de Fevereiro de 2018". A suspensão tem efeitos pelo menos até Maio. 

Amaral Tomaz foi para a administração da CGD em Março do ano passado, depois de, um ano antes, ter saído de administrador do Banco de Portugal. O licenciado em finanças foi secretário de Estado dos Assuntos Fiscais entre 2005 e 2008. 

 

Amaral Tomaz é administrador não executivo do banco público, onde é acompanhado por outros cinco membros sem funções executivas, liderados por Rui Vilar. Maria dos Anjos Capote também fazia parte desta administração com o mandato até 2020, mas saiu quando foi nomeada juíza conselheira do Tribunal de Contas.

 

Dentro do conselho de administração da CGD, banco público que apresentou lucros de 51,9 milhões de euros em 2017, há ainda a comissão executiva, presidida por Paulo Macedo, o órgão que assegura a sua gestão quotidiana.




pub