Transportes AMT: Há mais de mil licenças de táxis vagas em Portugal

AMT: Há mais de mil licenças de táxis vagas em Portugal

Regulador do sector dos transportes quer perceber porque a indústria dos táxis não concorreu a licenças disponíveis ou se as autarquias não lançaram concursos.
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Maria João Babo 03 de maio de 2017 às 11:49

A oferta do número de táxis em Portugal manteve-se praticamente inalterada entre 2006 e 2016 (crescendo menos de 1%) enquanto a procura, analisada pelas dormidas em território nacional, aumentou mais de 40% na mesma década  Esta é uma das conclusões do relatório estatístico de serviços de transporte de táxi apresentado esta quarta-feira pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), e que para João carvalho, presidente do regulador, significa que outras ofertas na área da mobilidade apareceram.

 

De acordo com o estudo, em Agosto de 2016 existiam em Portugal 13.776 táxis licenciados, o que corresponde a 1,33 táxis por cada mil residentes. Dos táxis existentes, mais de 30% estão nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

 

Tendo em conta que são 14.857 lugares definidos nos contingentes, existem actualmente 1.081 lugares não ocupados, ou seja, 7% do total de lugares. Numa década o número das licenças aumentou apenas em 133.

 

Os dados revelam ainda uma disparidade entre concelhos no número de táxis licenciados, sendo que 95% dos concelhos tinham menos de 100 táxis e cerca de metade dos concelhos tinham 20 ou menos táxis licenciados.

 

João carvalho, presidente da AMT, salientou que tendo em conta o número de vagas existente importa perceber por que razão os industriais dos táxis não concorreram a essas licenças ou se as câmaras municipais não lançaram os concursos.

 

O estudo da AMT concluiu, com os dados recolhidos junto de 308 concelhos, que os concelhos com mais táxis licenciados são Lisboa, Porto, Funchal, Cascais e Ponta Delgada. Os que têm menos táxis licenciados são Barrancos, Alvito, Mourão, Constância, Corvo e Vidigueira.

 

O presidente da AMT sublinhou que este é o primeiro retrato ao sector do táxis, pretendendo o regulador continuar a recolher dados de forma regular e alargar o âmbito, nomeadamente analisando os factores que influenciam a procura, as condições em que serviços são prestados, os critérios dos municípios para definir os contingentes e para lançar os concursos.




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